Francisgleydisson vai ao ‘Corujão’

Francisgleydisson vai ao ‘Corujão’

Rodrigo Fonseca

14 de novembro de 2019 | 11h23

RODRIGO FONSECA
Envolvido com um projeto rodado na ponte aérea Brasil – Portugal chamado “Vermelho Monet”, o diretor Halder Gomes, o Spielberg de Fortaleza, vai ampliar seu público nesta madrugada, com a ajuda do “Corujão”. Às 2h40, a TV Globo exibe seu delicioso “Cine Holliúdy“, fenômeno mais inusitado de bilheteria do cinema nacional em 2013. Foi um ano de cifras altas e um momento em que o Ceará tomava de assalto festivais do Brasil e do mundo, com cults de repercussão global como “Doce Amianto”, “Estrada para Ythaca” e “Mãe e Filha”. Ali, a comédia de Halder bateu nas telas sem muito alarde e fez, num piscar de olho, uma bilheteria que muito astro lá dos states não faz mais. Só em sua terra natal, com mais de 400 mil pagantes, o filme deu um tchau pro “Titanic” (1997), desbancando o blockbuster com Leonardo DiCaprio do posto de filme mais visto da história do estado. Este ano, saiu a parte dois, com uma dose extra de poesia.

Na franquia, as salas de cinema do Brasil são pequenas para Francisgleydisson, um exibidor beeem independente vivido por Edmilson Filho. Sua luta para dar visibilidade à nossa produção precisa de mais e melhores espaços. Na trama, ele tenta projetar seus filmes de artes marciais para uma plateia – a da cidade de Pacatuba – que se deixa seduzir pela chegada da televisão na praça. Apesar do apoio de sua fiel companheira, vivida por Miriam Freeland (com olhos trágicos, numa atuação pontuada pela doçura), este dublê de Severiano Ribeiro sofre com a desleal concorrência de uma nova mídia. Mas sua malandragem de herói pícaro vai virar o jogo na hora certa.

Apoiado no dialeto do cearencês, “Cine Holliúdy” virou uma série de enorme sucesso popular na televisão, o que só comprova o carisma de Francisgleydison.

p.s.: Falando dos tesouros nacionais… com direção, roteiro e produção de Adolfo Rosenthal, filho de Vanja Orico, um filme baseado em memórias e escritos inéditos da atriz e cantora tem estreia prevista para segundo semestre de 2020. “Vanja Orico, ao arrepio do tempo” marca a celebração de seus 90 anos e relata a história da musa brasileira que encantou Fellini e brilhou mundo afora à frente de “O Cangaceiro” (1953).

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: