Conscientização no streaming
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Conscientização no streaming

Murilo Busolin Rodrigues

05 de dezembro de 2020 | 23h00

O dia 1º de dezembro é conhecido como o Dia Mundial do HIV e Aids. Sabemos que a informação é a principal aliada da prevenção – hoje, quase 40 milhões de pessoas atualmente vivem com o HIV no mundo.

Antes de iniciar a coluna, utilizarei o espaço para propagar o debate sobre a remoção dos termos ‘combate’ e ‘luta’ para chamarmos conteúdos relacionados ao tema. As antigas expressões incitam preconceito e até violência contra as pessoas que, mais uma vez, vivem, normalmente, com o vírus.

‘The Normal Heart’ é uma produção obrigatória quando o tema a discussão é HIV e Aids. FOTO: Divulgação/HBO

Para quebrar a imagem estigmatizada da doença, fiz uma pesquisa sobre os conteúdos disponíveis nas plataformas de streaming que têm a rica e sensível função de humanizar o assunto. Deixo aqui meu agradecimento ao creator Lucas Raniel (@lucasraniel_ no Instagram), que produz conteúdos informativos – e descontraídos – sobre educação sexual e prevenção ao HIV e ISTs, e que me auxiliou nessa curadoria.

Carta Além dos Muros (Netflix). O documentário é encabeçado pelo Dr. Drauzio Varella, que narra a evolução do vírus HIV no Brasil ao longo de três décadas. Com direção de André Canto, a produção foi a mais indicada nas redes sociais e mostra as particularidades de quem vive com a doença.

Fogo nas Veias (Netflix). Dylan Mohan Grey analisa a crise da aids na África e a luta dos ativistas contra as empresas farmacêuticas para tornar os remédios que tratam o HIV mais acessíveis.

Filadélfia (HBO GO). Um dos primeiros dramas norte-americanos (1993) com o enredo principal voltado ao tema. A história é focada em Andrew (Tom Hanks, que ganhou o Oscar de melhor ator), um prestigiado advogado homossexual que foi demitido de um tradicional escritório após descobrir viver com o vírus. Andrew decide processar a empresa e contrata Joe Miller (Denzel Washington), um advogado negro – e homofóbico.

The Normal Heart (HBO GO). O tocante longa de Ryan Murphy destaca as facetas mais preconceituosas e violentas, que são resultados da desinformação sobre o vírus. Para você ter uma ideia da gravidade, nos anos 80 a doença era conhecida em Nova York como “câncer gay”. Espetaculares atuações de Mark Ruffalo e Julia Roberts.

Angels in America (HBO GO). A série, de apenas uma (e impactante) temporada, também se passa na turbulenta Nova York de 1981, e é baseada na obra ganhadora do Prêmio Pulitzer de Tony Kushner. Política, moralidade e a busca da esperança são os pilares da história de seis personagens inter-relacionados e de um anjo.

Deu Positivo (MTV Play). Lançado nesta última semana, o doc-reality de três episódios é feito de histórias que nos fazem refletir sobre os preconceitos que envolvem a doença. É uma prestação de serviço necessária e transparente, antenada com a evolução dos tratamentos.

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