Big Twitter Brasil 2021
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Big Twitter Brasil 2021

Murilo Busolin Rodrigues

30 de janeiro de 2021 | 19h00

A 21ª edição do maior reality show do Brasil começou na última segunda-feira (25) com a promessa de ser a maior temporada de todos os tempos. Em mais um ano pandêmico e com caos instaurado de cabo a rabo, sabemos que o Big Brother vai ser um dos assuntos mais comentados nesse primeiro trimestre.

Com o estrondoso sucesso que foi o BBB 20, a estratégia de inserir participantes já conhecidos foi renovada, e nomes do meio artístico e sucessos da internet, como Karol Conká, Projota, Carla Diaz e Fiuk, estão dando as caras à tapa – além de disputar o prêmio de um milhão meio com os anônimos.

Em menos de uma semana, o BBB 21 já levantou questões como identidade de gênero e racismo. FOTO: Rede Globo/Big Brother Brasil

Com personalidades interessantíssimas e número recorde de confinados, para quem esperava algo histórico em poucos dias o BBB 21 se tornou um festival de chororô cansativo e um círculo de pessoas que estão com medo de serem ‘canceladas’ a cada minuto.

Dá para afirmar que o reality está de mãos dadas com a timeline de uma conta no Twitter. Questionamentos, julgamentos, militância, informações desencontradas, e claro, os famigerados cancelamentos.

Lumena deu uma aula, com muita tranquilidade, sobre transfobia após ação da ‘Avon’ gerar polêmica. FOTO: Rede Globo / Big Brother Brasil

Fica a impressão de que todos acompanharam o fracasso da estratégia machista que culminou na derrocada de quase todos os homens da última edição, e que, por isso, não conseguem se desprender do medo de viver um reality show vigiado por 24 horas sem cometer deslizes.

Por outro lado (extremamente positivo), alguns debates necessários foram parar na TV aberta. E eu me refiro às discussões promovidas pela psicóloga e DJ Lumena, que questionou transfobia em uma ação publicitária dentro da casa envolvendo maquiagens e homens héteros imitando trejeitos afeminados, que sim, são problemáticos.

Fiuk chora por ouvir Harry Styles, chora por ser homem, chora por ser branco. Ele deve estar chorando agora. FOTO: Rede Globo/Big Brother Brasil

Apenas uma semana se passou e já assistimos brigas surreais, discussões com muita didática e histórias de vida que representam muitos e muitas aqui do lado de fora. É o suco do Brasil!

Basta esperar os paredões para os brothers caírem na real.

Vai ser o momento que o homem branco para de se desculpar por ser homem branco, o fazendeiro esquece de manter o sotaque que nunca teve e o youtuber para de se preocupar em mostrar que aprendeu com os erros.

Obrigado, entretenimento.

Será que o elenco dessa edição consegue bater o sucesso do BBB 20? FOTO: Reprodução/ Rede Globo

 | Para ouvir

O mês de janeiro é conhecido como o mês da visibilidade trans, e o Brasil, pra quem não sabe, é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo todo.

Por isso, a indicação da semana é o podcast Cultura Travesti, disponível no Spotify. As comunicadoras @gabialmeidam e @feliciofe discutem a história do movimento e explicam, com vasta referência, a importância da sigla do meio LGBTQIA+.

Uma mistura de conscientização com bom humor.

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