Anitta de volta às origens emo com ‘Boys Don’t Cry’; veja análise do maior lançamento da carreira da popstar
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Anitta de volta às origens emo com ‘Boys Don’t Cry’; veja análise do maior lançamento da carreira da popstar

Murilo Busolin Rodrigues

27 de janeiro de 2022 | 21h53

É isso mesmo que você leu no título desta coluna. Quando ainda era conhecida como Larissa, a dona dos maiores hits pop/funk brasileiros dos últimos anos era totalmente apegada ao movimento emo durante a adolescência.

O estilo “rock sofrido” marcou tanto a cantora que ela fez questão de enaltecer a sua devoção em recente entrevista para a revista Glamour, afirmando que seu mais novo single era inspirado em uma de suas bandas favoritas, Panic At The Disco. Surpresos?

Capa oficial de ‘Boys Don’t Cry’, a maior aposta internacional de Anitta. FOTO: Divulgação

Em meio a tanta referência cultural para os órfãos dos anos 2000, Anitta lançou nesta quinta-feira, 27 de janeiro, Boys Don’t Cry, o quinto single do seu aguardado álbum Girl From Rio.

Segundo a própria, é a melhor música que ela já gravou em toda a sua carreira – e não, ela não mentiu. A filha de Honório Gurgel uniu forças com o titã dos produtores pop Max Martin para nos entregar uma música pop/rock perfeita.

Sabe aquela que o refrão gruda em sua cabeça logo de cara? Ela fez. O único “problema” é a sua curta duração (2m15s), mas isso tem nome: valor de repeat nas plataformas de streaming.

O produtor sueco é responsável por sucessos estrondosos da indústria musical e coleciona 25 números #1 na parada da Billboard. No invejável portfólio, temos Blinding Lights, de The Weeknd;  …Baby One More Time, de Britney Spears;  e Dark Horse, de Katy Perry.

O filme ‘Bettlefjuice’ foi uma das principais referências no novo videoclipe de Anitta. FOTO: Divulgação

Com o videoclipe, Anitta foi além e manteve um lançamento impecável. Ela compartilha a direção ao lado de Christian Breslauer (Industry Baby, de Lil Nas X, e Streets, de Doja Cat), a superprodução é repleta de homenagens ao cinema.

Bettlejuice, Priscilla: Rainha do Deserto, Meu Namorado É Um Zumbi, Noiva em Fuga e Titanic estão entre as principais referências cinematográficas.

O vídeo também carrega um enredo nostálgico para quem curtia o pop-rock de 2003 a 2008 – afinal, a artista está fugindo de seus namorados zumbis enquanto mergulha em um universo gótico despojado, semelhante às produções das bandas Fall Out Boy e Panic At The Disco, sua preferida.

É difícil falar em apostas de sucesso quando o assunto é Anitta, porque não são mais pequenas  ou média apostas. A minha impressão ao assistir o videoclipe é de que o o projeto é ambicioso em ter o mesmo impacto que Vai Malandra teve em território nacional no final de 2017.

Todos pararam para ver, todos elogiaram, todos criticaram, mas todos ouviram.

Boys Don’t Cry nasce gigante para ter um impacto mundial e Anitta adquiriu fôlego de uma popstar internacional para levar a sua carreira para o próximo nível.

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