Panicat: a profissão vale tudo da fama 2012

Estadão

23 de abril de 2012 | 13h41

Quer ficar careca ao vivo para manter um emprego? Vale ser submetida a coisas horríveis nesse trabalho, tipo, sei lá, ser jogada em um canil com cachorros ferozes? Sim!!, gritam milhões de meninas Brasil afora que sonham em ser  uma “Panicat”,  integrante do time de gostosas do programa “Pânico”,  uma das profissões mais desejadas (e bizarras) do momento.

Trata-se de uma versão picante da Chacrete, aquelas moças que dançavam no programa do Chacrinha. Só que a  “Panicat” é a Chacrete da era do vale tudo da fama. Na UFC para conseguir ser capa de revista, posar nua, ter muitos seguidores no twitter e ganhar cachê para ir a eventos VALE TUDO. Mas tudo MESMO.

O maior exemplo foi dado ontem, domingo, quando a “Panicat”  Babi Rossi aceitou ficar careca ao vivo durante o programa. Também, a moça não tinha muita opção. Ou ela pediria demissão AO VIVO em rede nacional (alguém aí teria coragem de fazer isso?) ou ficaria careca ou teria um corte de cabelo “estilo Neymar”. Bem, a parte da demissão nem foi oferecida para ela. Afinal, quem não quer ser “Panicat”?

Pagar mico e ser humilhada meio pelada na TV é uma profissão tão almejada que uma das moças no ar hoje em dia,  Carol Magalhães, fez uma plástica, por escolha própria,  para entrar no programa. Como? Sim. Depois de ouvir que tinha o nariz grande, ela decidiu operá-lo antes de estrear e ganhou o apelido de Carol Narizinho.

Ser “Panicat” é um trabalho rentável, em termos de grana e da moeda da fama. Isso porque existe também uma outra profissão no momento, a “ex panicat”. Como uma ex participante do programa, a moça ainda pode posar nua para revistas, ser convidada para eventos com cachê, ser noticia sempre, namorar famosos, ser destaque de escola de samba e participar de reality shows onde vai ser ainda mais humilhada do que foi no programa.

Mas quem não quer ser famoso? Quem não quer deixar de ser um fulaninho? Quem não quer ter, que seja, muitos seguidores no Twitter? Não, não é o caso de julgar as panicats.  O vale tudo é chocante. Mas tem tudo a ver com nossos tempos.

Ah , sim. Não existe “Panicat” homem, claro. Assistente de palco com pouca roupa, dançarina do Faustão. Essa seara continua feminina. E com cada vez mais humilhação. Até quando?

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.