Madonna: a “jogadora” sai do armário

Estadão

04 de fevereiro de 2012 | 17h57

Madonna é uma jogadora. A gente pode falar qualquer coisa da diva do pop, menos que ela não sabe jogar (o jogo do mercado, claro). Neste domingo, ela assumirá isso para toda a América e também para o mundo. Vai lançar seu novo disco em um estádio, durante a final da Super Bowl, a temporada de futebol dos EUA.
A cantora, que acaba de lançar novo clipe, onde dança junto com líderes de torcida e jogadores, disse que está “tão nervosa como um jogador.” Mas escuta, Madonna, você sempre foi um deles! Tudo. Absolutamente tudo em Madonna parece ser planejado. Ela é uma espécie de especialista em sociedade do espetáculo e indústria da fama. Se existisse um premio Nobel de como ser celebridade, ela já teria ganho. Certeza.
Ela surfa na onda, se reinventa para obedecer às regras do mercado e, na maioria das vezes, vence o jogo. Para isso, flertou com o sadomasoquismo lá nos anos 90. Bem na hora em que o mundo começava a falar em correção política. Pronto. Lá estava, a rainha da Cabala. A iogue. Nada mais adequado ao inicio dos anos 2000.
Hoje, aos 53 anos, Madonna é chamada de rainha do Botox. De novo, nada mais contemporâneo e, como lembrou uma amiga, canta que é uma “girl”. Mostrar uma forma física invejável e congelar o tempo é o que há de mais atual. Se Madonna quer ser moderna (no sentido literal da palavra, não no “bacana”) ela conseguiu mais uma vez.
E como jogadora profissional, convidou M.I.A, a garota esperta cheia de suingue para dar uma força. Madonna joga para ganhar. Com sangue nos olhos. Amanhã, no intervalo da Superbowl, ela assumirá isso. Demorou, mas Madonna finalmente saiu do armário.

Mesmo sem perceber.

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