Demi Moore: a rainha do botox mostra que “todos sofre”

Estadão

26 de janeiro de 2012 | 10h26

“O tempo não passa para ela”. Esse tipo de frase (absurda em si) sempre foi usada para definir Demi Moore. A atriz hollywoodiana figurou todas as listas das mulheres na casa dos 50 que pareciam ter feito uma mágica e congelado a tal passagem dos anos. Botox, injeções, plásticas. Sabe-se lá. Fato: Demi tentava ser jovem para sempre, ao lado de namorados bonitões e era a cara da filha. Pareciam ter a mesma idade. Não é incrível?

Semana passada, uma notícia chocante: Demi era a nova atriz holllywoodiana internada em um rehab. E tudo ganha ares de surrealismo. Ela teria passado mal depois de inalar gás do riso. Para “ficar bem” é preciso fazer plástica, dietas, botox, injeções etc. Para rir, essa coisa tão normal, é preciso cheirar um gás. Bizarro.

A moça sempre foi a imagem da perfeição. Nos anos 90, seu casamento com Bruce Willis era um dos campeões na categoria “família margarina” das celebridades. Tudo parecia ser perfeito no reino de Demi. Por isso o susto. Ela não se rasgava de dor como moças mais jovens tipo Lindsay Lohan. Não vivia por aí louca pra caramba, detonando, vivendo intensamente. Demi parecia perfeita, calma, sem expressão (seria culpa do Botox).

Bem, nem de longe, nem de perto ela devia ser “plácida”. Quanta substância deve existir dentro daquele corpo para que sua aparência seja tão jovem? Quanto exercício massacrante, quantas olhadas desesperadas para o espelho? Quantas tentativas de mostrar que a vida é perfeita quando, de fato, a de ninguém é. Não deve ser fácil ser Demi Moore. E até dá para entender que para rir ela precise cheirar um gás.

“Everybody hurts”, diria Michael Stipe. “Todos sofre”, diria alguém no Twitter.

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