Refrescante história sobre a realeza britânica

Os filmes premiados com o Oscar de melhor figurino costumam matar o público de tédio – principalmente aqueles filmes sobre a história da família real inglesa. Esses matam de tédio e causam depressão profunda. Mas, felizmente, A Jovem Rainha Vitória, que estreia hoje nas salas do País, conseguiu se impor como uma refrescante exceção à regra

Estadão

18 de junho de 2010 | 05h43

The_Youn

Gilberto Amendola

Os filmes premiados com o Oscar de melhor figurino costumam matar o público de tédio – principalmente aqueles filmes sobre a história da família real inglesa. Esses matam de tédio e causam depressão profunda. Mas, felizmente, A Jovem Rainha Vitória, que estreia hoje nas salas do País, conseguiu se impor como uma refrescante exceção à regra.

Os méritos são todos de Emily Blunt e sua beleza desconcertante. Ela está deslumbrante no papel de uma rainha inexperiente – do mesmo jeito que estaria deslumbrante como garçonete de um boteco sujo no interior da Inglaterra (ou no bairro do Limão). Claro que tanta formosura é uma liberdade poética do filme. Segundo os mais sérios livros de história, a não tão confiável Wikipédia e os retratos (pinturas) feitos sobre Vitória, ela estava bem longe de ser parecida com Emily. A rainha, definitivamente, não era o que chamaríamos hoje de uma mulher bonita e atraente.

O longa-metragem começa em 1837. Vitória tem apenas 17 anos e já é a figura central de um intrincado jogo de poder real e político. Isso porque o Rei Guilherme IV está prestes a morrer, e a menina será a herdeira do trono. O filme ressalta que Vitória, a essa altura, sequer tinha autorização para descer as escadas do palácio ou ler determinados livros. A jovem vive cercada de bajuladores e sofre nas mãos da mãe, a duquesa de Kent, que, por sua vez, é controlada por um ardiloso conselheiro: Conroy. Quando chega a vez de Vitória assumir o trono, ela é jogada aos lobos, sem nenhum preparo.

Monarquia do bem
Daí, a história ganha contornos para lá de novelescos (o autor Manoel Carlos ficaria orgulhoso) com a chegada do príncipe Albert (interpretado pelo boa-pinta Rupert Friend). A empatia entre os dois nobres pode ser vista desde a primeira cena. Albert e Vitória são retratados como pessoas tão boas, tão engajadas em causas populares, que às vezes o filme se parece com uma peça de propaganda da realeza britânica.

Ainda assim, o romance, a historinha agradável, a beleza dos protagonistas, os suntuosos palácios e os tais vestidos, que fizeram o filme ganhar, este ano, o Oscar de melhor figurino, garantem uma boa diversão. Aliás, as roupas confeccionadas para vestir a rainha no filme estavam asseguradas em cerca de R$ 40 mil.

Veja o trailer:

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