Produção conta a história da banda de meninas The Runaways

Estadão

17 de outubro de 2010 | 08h42

Maiara Camargo

Com Dakota Fanning e Kristen Stewart como estrelas principais, The Runaways, produção que entra em cartaz hoje (8/10), narra a história da banda de mesmo nome, formada nos anos 1970 por um grupo de garotas adolescentes, com idades entre 16 e 18 anos. A iniciativa de reunir as moças para tocar rock’n roll partiu do empresário Kim Fowley, que na produção, é interpretado de forma muito convincente pelo ator Michael Shannon.

Dirigido pela estreante Floria Sigismondi, o filme é uma adaptação do livro Neon Angel: A Memoir of The Runaways, escrito por Cherie Currie, a vocalista principal da banda. Sendo assim, narra os acontecidos do ponto de vista da garota, abordando o período entre 1975 e 1977. Foram dois anos intensos. Depois de alguns shows na Califórnia, as meninas gravaram seu primeiro disco pela Mercury Records. Na sequência, saíram em turnê pelos EUA e fizeram shows com ingressos esgotados, além da abertura de apresentações com bandas consagradas, como Van Halen. Em 1977, lançaram seu segundo álbum e fizeram uma turnê mundial, incluindo uma passagem de muito sucesso pelo Japão.

No início da trama, Cherie ainda passa os dias com a irmã gêmea Marie. O pai é alcoólatra e a mãe muda para a Indonésia com um namorado. Fã de David Bowie, a garota dá seus primeiro passos em direção à música durante um concurso de talentos. O primeiro contato com Fowley e Joan Jett, guitarrista base da banda, acontece em uma casa noturna em Los Angeles, na época em que estava com apenas 15 anos. Antes mesmo de abrir a boca para cantar, a aparência da jovem -uma mistura de Bowie com Brigitte Bardot- conquista o empresário, que já havia selecionado as outras integrantes do grupo, mas ainda sentia falta de beleza.

Além de focar na visão de Cherie, a produção mostra a luta de Joan Jett para fazer da música a salvação de sua vida. O encontro das duas garotas e a relação que elas desenvolvem é muito tocante. Ainda que possa haver algum preconceito com relação ao trabalho das duas, as atrizes estão bem e conseguem transmitir as essências de suas personagens e a vida da juventude no anos 1970.

A qualidade da fotografia e a trilha sonora, que traz as atrizes cantando as músicas da banda, fazem diferença e trazem veracidade para a produção. Para quem se interessar em conhecer a banda, uma dica é comparar a performance da banda do filme (http://www.youtube.com/watch?v=VYKsXUD3fxE) no Japão e o vídeo da apresentação original, que pode ser encontrado no Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=pMDn6V7ZLhE). A semelhança é impressionante.

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