A despedida do ogro verde

Estreia hoje (09/08) o quarto e último filme do simpático e bonachão Shrek. Neste longa, os produtores contam o que acontece depois que o livro acaba e vem as letrinhas do 'E Viveram Felizes Para Sempre...'

Estadão

09 de julho de 2010 | 00h13

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Antes de Shrek surgir nos cinemas, há nove anos, a ideia de que as crianças tinham do monstro ogro era aquela associada ao comedor de criancinhas, popularizada pelo conto de fadas O Pequeno Polegar. Acontece que Shrek, um simpático, bonachão e verde personagem, é bem diferente do ogro tradicional. Ele é amável, amigo e engraçado. Talvez seja por isso que os três filmes da franquia – lançados em 2001, 2004 e 2007 – tenham sido um sucesso de audiência. A trilogia fez quase R$ 4 bilhões em bilheteria em todo o mundo. O novo longa, o quarto e último da série, Shrek Para Sempre: O Capítulo Final, que estreia hoje nos cinemas brasileiros, já fez no mundo R$ 650 milhões.

O enredo explora justamente essa imagem de monstro bonzinho que ele conquistou. Após enfrentar várias aventuras para ficar com sua amada princesa Fiona, Shrek finalmente tem uma vida estável: é adorado por todos, tem três filhos lindos e amigos que o amam. O monstro, no entanto, sente falta dos bons tempos, quando seu famoso rugido era temido por todos. É mais ou menos como o enredo do filme A Felicidade Não se Compra (1946), em que o personagem descobre que sua ausência fez muito diferença e, assim, ele aprende a valorizar as coisas que tem.

No Reino de Tão Tão Distante, o persuasivo mago Rumpelstiltskin quer se tornar o rei e para isso negocia com Shrek uma troca. Já que o ogro quer voltar a ser temido pelos aldeões, o mago sugere que Sherk dê a ele um dia de sua vida e, em troca, fará todos voltarem a temê-lo. Muito esperto, Rumpelstiltskin escolhe pegar em troca o dia do nascimento de Shrek, ou seja, o ogro deixou de existir e a princesa Fiona não é salva do castelo.

Como consequência, o monstro verde se vê numa realidade paralela, em que ogros são caçados, Fiona e todos os amigos de Shrek nunca o conheceram e o mago é o rei. Ao fim desse dia, caso Shrek não consiga desfazer o feitiço combinado, ele simplesmente desaparecerá para sempre.

Além do roteiro, que consegue ser interessante mesmo sendo o quarto filme da série, outra boa surpresa são os efeitos em 3D. Concebido desde o início para ser visto neste formato, o filme tem ótimos momentos de perseguições a cavalo, nos quais os animais parecem saltar para fora da tela. Outro efeito potencializado pelo 3D são as sombrias brumas que existem no reino de Tão Tão Distante: elas parecem tão reais que a impressão é de tomam conta de toda a sala de projeção.

Todos os personagens que fizeram sucesso nos outros filmes da série também estão nesse longa. Marcam presença o Gato de Botas, dessa vez gordo e sedentário, a princesa Fiona, que virou uma guerreira, o Burro, o Dragão e Biscoito, entre outros.

Depois da morte de Bussunda, que dublava Shrek no Brasil, a voz do personagem por aqui passou a ser feita por Mauro Ramos, dublador profissional que já fez a voz, por exemplo, do Pumba, do filme O Rei Leão (1994). Fiona é dublada por Fernanda Crispim, o burro por Mario Jorge e o Gato de Botas por Alexandre Moreno. Na versão americana, as vozes são feitas respectivamente pelos astros de Hollywood Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy e Antonio Banderas.

Veja o trailer:

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