Último dia de Brahma Super Bull PBR é de disputa acirrada

Cristiane Bomfim

27 de novembro de 2011 | 19h22

Por Cristiane Bomfim

Com público estimado em 30 mil pessoas, o último dia de provas do Brahma Super Bull PBR (Professional Bull Rider) em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo, será de competição acirrada entre os peões Edevaldo Ferreira e Eduardo Aparecido. Eles ocupam, respectivamente, a primeira e a segunda colocação no ranking do rodeio que dará prêmio de R$ 1 milhão para o vencedor, além do direito de participar do torneio mundial.

O encerramento da festa ficará por conta de Paula Fernandes, que se apresenta no palco principal. Minutos antes, João Carreiro e Capataz, sobem no palco Nativa.

Na noite de ontem, a forte chuva não segurou Edevaldo, que fez 85,5 pontos em montaria no touro Baleado, da Companhia Paulo Emílio. Com o resultado, ele acumula 11.356,25 pontos. Logo atrás vem Eduardo Aparecido com 10.855 pontos. A disputa pelo prêmio está apertada desde sexta-feira (25), segundo dia da final do rodeio.

Participam da final nacional Brahma Super Bull PBR os 40 competidores que conseguiram acumular mais prêmios em dinheiro durante as etapas que disputaram no Brasil e no exterior.

Com 11 anos de carreira, o campeão mundial 2011, Silvano Alves, de 23 anos, já acumula três carros, 24 motos e títulos em quase todas as festas de peão do País. Desta vez, ele não está entre os primeiros colocados. Mesmo sem chances de ganhar o título, ele mantém o discurso otimista e a torcida para que peões não se machuquem durante as provas. Leia entrevista para o Jornal da Tarde:

Qual o peso de ser campeão mundial de PBR?
É um peso muito grande porque é um título que todos os peões correm atrás, sabe? Todo mundo tem o sonho de ser campeão mundial um dia e ir competir nos Estados Unidos. Graças a Deus eu saí daqui igual esses meninos, competi lá por dois anos e no ano passado fui o campeão revelação. Esse ano, montei bem o ano inteiro e consegui ser o campeão mundial.

Antes e depois de montar você faz o sinal da cruz. Sempre foi assim?
Sempre. Eu peço para montar bem e sair são e salvo. Eu só peço à Deus que ninguem se machuque e monte bem, porque o mais importante é a saúde.

Por que você decidiu ser peão?
Eu sou da fazenda, meu avô era peão de circo antigamente. Meu pai também montava. E eu sempre gostei, comecei montando em bezerrinho e cabrito quando tinha 3 ou 4 anos. No começo montava escondido dos meus pais porque eles não deixavam. Até que um dia eles me viram montando e perguntaram se era isso mesmo que eu queria. Aí eles deixaram. Isso foi quando eu tinha 12 anos.

Qual é a parte mais difícil de ser peão?
Ser peão é um gosto. A gente faz isso porque gosta. Não é qualquer um que vai enfrentar um touro enorme com 1 tonelada ou mais. Tem que ter coragem, apesar do medo.

Você acha que o preconceito com rodeio no Brasil está diminuindo?
Sempre tem uns que acham que a montaria prejudica os animais, mas não é verdade. Os bichos são bem tratados e bem zelados. Tem boi que é mais bem cuidado que a gente. Mas é uma competição saudável. Tá aberto para todo mundo ver.

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