Trio Bravana dá nome a energético. Grupo se define como “explosivo”

Cristiane Bomfim

28 de julho de 2012 | 16h23

POR CRISTIANE BOMFIM
cristiane.bomfim@estadao.com

Allan, Bruno e Thiago são amigos. Aliás, 3 amigos, como diz a música lançada por eles em 24 de julho para suceder Mãe, tô na balada, que virou hit entre os jovens. Cantando juntos desde 2003, foi em 2009 que decidiram formar o Trio Bravana e investir no estilo sertanejo “explosivo”, como eles gostam de dizer. Tão explosivo que até um energético com a marca Bravana está sendo lançado. Mas, no começo, precisaram explicar muitas vezes que formar um trio sertanejo é só diferente de uma dupla para terem as primeiras chances.

“As pessoas perguntavam ‘Como assim um trio? Mas tem que tocar em dupla. Vocês são uma banda ou um trio? Parecidos com o Trio Parada Dura’”, lembra Thiago. Não, o Trio Bravana em pouco se parece com o Parada Dura. Allan, Bruno e Thiago fazem um som mais inspirado no country americano, com letras mais modernas e nem tão sofridas assim. As músicas são mais dançantes, animadas. Até as que falam de amor.

Exemplo é a música Mãe, tô na balada, composta pelo produtor do trio Juliano Matheus. “Costumamos compor nossas músicas com aquilo que é realidade e cotidiano das pessoas. Mãe tô na balada nada mais é que uma história verdadeira que acontece diariamente. Quem que nunca ligou para mãe para avisar que estava na balada. Ou a mãe ligou para perguntar onde você estava. Conseguimos retratar isso e estamos felizes demais porque a música foi bem aceita pela galera”, contou Bruno.

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Foi difícil sair de Americana, no interior, para tentar estourar em São Paulo?
Bruno: Olha, andamos um bocado. Tocamos em várias baladas sertanejas. É difícil sobreviver de música no Brasil. Infelizmente é um grande trabalho, mas a perseverança nos trouxe até aqui. E tocar em são Paulo para gente é um grande motivo. Nós sempre jogamos para valer porque desde o primeiro dia que viemos para São Paulo, eu o Thiago e o Allan tentávamos falar do nosso trabalho. Foram varias tentativas até aceitarem e entenderem.

Quando vocês começaram a sobreviver da música?
Allan: Então, será que já estamos pagando as contas? (gargalhadas)
Bruno: Estamos sobrevivendo. E faz pouco tempo. Nós sempre fazíamos um bico aqui, outro lá. Topávamos tudo e tínhamos que nos sujeitar a outras coisinhas que não eram bem o que nós gostávamos. Mas era o começo. Amamos cantar. É claro que todo mundo quer dinheiro, mas fazemos isso pela arte e pelo amor. E vamos sempre manter esse princípio porque é isso que faz a diferença.

E vocês fizeram faculdade?
Alan: Eu tenho faculdade. Sou formado em engenharia química, mas eu explodi o laboratório e vim para a música. Trabalhei um tempo em uma multinacional. Eu trabalhava e saía para tocar. Eu saía do show e ia direto trabalhar. O pessoal me apoiava…
Bruno: Eu tentei três faculdades e desisti… Eu enforcava aula para cantar. Tentei administração, comunicação e fonoaudiologia. Tudo muito parecido (gargalhadas). Eu sempre tive esse lado musical e minha mãe sabia que meu lado musical era forte. Aí, fui professor de música, e treinava e ensaiava. Também fiz aula de teatro. Ela entendeu que eu não seria doutor, médico…
Thiago: Aí, eu peguei o exemplo dos dois e não fiz nenhuma faculdade. Minha família sempre me apoiou. E o apoio é muito importante, porque a música é meio ingrata. Na hora que você está sentindo que vai decolar, alguém te pega pela camisa para baixo e você tem que começar de novo.

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