O “Bilisca” de Léo e Júnior

Cristiane Bomfim

08 Fevereiro 2013 | 11h53

POR CRISTIANE BOMFIM
(cristiane@gmail.com)

Bilisca”, escrita deste jeitinho mesmo, é o hit de verão da dupla Léo e Júnior. Pouco conhecidos na capital paulista – exceção fica por conta de frequentadores assíduos de baladas sertanejas – os irmãos parecem ainda não estarem acostumados com o sucesso. A música foi lançada no segundo semestre de 2012, tem algumas batidas de música eletrônica e que não tem a cara da dupla.

“Estamos em uma fase que a nossa música é conhecida. A nossa imagem ainda não. Então, é novo para nós quando chega uma pessoa toda empolgada e quer tirar uma foto. E é por isso que nos apresentamos quando chega um repórter”, disse Léo, um ano atrás minutos antes de se apresentarem no Villa Country, na zona oeste da cidade. Na época, o show aconteceu no palco do sallon.

Nascidos em Rubiácea, no interior de São Paulo, Léo e Júnior começaram a carreira cedo, quando tinham 9 e 6 anos, respectivamente. Desde 1999 tocam em bares da capital. A música mais famosa é “Ô lá em casa”, com aquele refrãozinho “E é desse jeito que a gente se ama. No sofá da sala, em cima da cama”. E, no dia 24 de janeiro, de volta para mais uma apresentação no Villa Country ao lado de Hugo e Thiago, atraíram um público maior e subiram no palco do espaço onde cabem até 5 mil pessoas, reservado para grandes apresentações. Um ano atrás, ou pouco menos, fiz uma entrevista com o dois. Publico agora alguns trechos:

 1 de março de 1999

Foi o dia que Léo e Júnior chegaram na capital para tentar o sucesso. “Saímos de Rubiácea, divisa com Mato Grosso do Sul, para viver da música em São Paulo”, explica Júnior.

 Peso de São Paulo

“Assim como nós, as duplas saem do interior em busca de oportunidades, gravadoras, empresário, emissoras de rádio. Então, todo mundo tenta São Paulo, apesar de não ser fácil não. Vivemos dez anos da noite, ralando, cantando em troca de pouco”, conta Júnior.

 Vergonha

“Antes o pessoal ouvia sertanejo no carro, igualzinho hoje. Mas quando fechava o farol, diminuía o volume. Tinha vergonha”, diz Léo.

 Repertório

“Antes de gravar qualquer música, começamos a tocar nos shows para ver qual é a reação do público. Aconteceu isso com ‘Ô lá em casa’ e ‘Pegada’. Ouvimos bastante a opinião dos outros, até porque a nossa musica de maior sucesso quem escolheu foi um cara que não entende nada de música”, afirma Léo.

Carreira

“A gente não tem o sonho de comprar dez fazendas. O que queríamos quando saímos de nossa cidade era uma banda e um ônibus para transportar a equipe. E hoje nós temos isso”, diz Júnior.