Música não é homofóbica, dizem João Carreiro e Capataz

Cristiane Bomfim

05 de fevereiro de 2012 | 23h10

Chitãozinho e Xororó completaram 40 anos de carreira. João Carreiro e Capataz comemoraram, neste ano, uma década de união. As duas duplas dividiram pela  primeira vez o público no último sábado, 4. O local escolhido foi o palco da Estância Alto da Serra, em São Bernardo, na Região Metropolitana de São Paulo.

Engana-se quem pensa que o público que foi para assistir os irmãos que estouraram com Fio de Cabelo foi embora logo que acabou o show. Não, ficou todo mundo ali para ver, às 2h, os brutos do sertanejo subirem no palco. Apesar de ser o mesmo show da turnê Xique Bacanizado, o repertório sofreu algumas mudanças e tem músicas do novo álbum Lado A e Lado B.

Antes do show, a dupla conversou com o Jornal da Tarde e comentou o fato de um grupo GLBT de São Paulo acusar a música Bruto, Rústico e Sistemático de homofóbica. O assunto pipocou em sites de fofoca e blogs que falam sobre música sertaneja.

“Não tem nada a ver. Criamos uma personagem para a música, que é um caboclo que acha errado  homem com homem e mulher com mulher, do mesmo jeito que não aprova tatuagem e deu um corretivo na esposa”, disse João Carreiro.  “Olha só, nós temos tatuagem e quem manda nas nossas casas são nossas esposas”, completou Capataz. Para eles, a reclamação é um grande exagero. Vale lembrar que é meio tarde para reclamar da música, né?

A dupla afirma que pretende gravar, neste ano, um novo DVD com repertório de Lado A e Lado B.

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