Chitãozinho e Xororó esbanjam bom gosto na Sala São Paulo

Cristiane Bomfim

02 de agosto de 2011 | 18h09

Por Cristiane Bomfim
cristiane.bomfim@grupoestado.com.br

Eram 22h. Depois de três sinais sonoros e com todo o público sentado em poltronas, Chitãozinho e Xororó subiram ao palco da Sala São Paulo, na capital. Vestindo smoking e ao som da Orquestra Filarmônica Bachiana do Sesi-SP, regida por João Carlos Martins, a dupla começou a apresentação com o maior sucesso dos 40 anos de carreira: Fio de Cabelo. Antes, porém, os artistas foram homenageados pelo ator Lima Duarte, que leu um trecho de depoimento escrito por Paulo Coelho aos sertanejos. O texto começava com “A felicidade às vezes é uma benção, mas geralmente é uma conquista”.

Bom gosto e elegância não faltaram no show num dos espetáculos mais bonitos que Chitãozinho e Xororó já fizeram. Como prometido, nada de telão, dançarinas e cenários montados. A exceção ficou por conta pelos jogos de luz que variavam entre a orquestra, os cantores e o público. “A Sala São Paulo já é um cenário lindo. Não precisa de mais nada”, contou dias antes em entrevista ao Caderno 2 do Estadão, o diretor do DVD Cássio Amarante.

O repertório escolhido tinha  20 músicas. Depois de Fio de Cabelo, vieram Ave Maria, No Rancho Fundo (com Maria Gadú), A minha vida,  Saudade de minha terra, Vez em quando vem me ver (com Alexandre Pires), Lágrimas, Nuvem de Lágrimas (com Fafá de Belém), Tenho ciúme de tudo, A majestade o sabiá (com Jair Rodrigues), Sorri (que deveria ser cantada ao lado de Djavan, que por um imprevisto não compareceu), Inseparáveis, Fogão de Lenha (com Fábio Júnior), Serenata (de Franz Peter Schubert e letra de Edgard Poças, escrita especialmente para este concerto), Se Deus me ouvisse (com Sandy e Júnior), Céu de Santo Amaro (com Caetano Veloso), Evidências e Luar do Sertão (com todos os convidados).

O momento mais emocionante, pelo menos para o cantor Xororó, foi quando seus filhos Sandy e Júnior subiram no palco para interpretar Se Deus me ouvisse. Fazia quatro anos que os dois não cantavam juntos. Para o público, Evidências foi – como sempre – o ápice do espetáculo. Segurando lanternas, a plateia cantava em coro e os aplausos eram quase ensurdecedores.  O show de gala acabou pouco depois da meia noite.

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