Amannda, a aposta da EMI que ainda não chegou em SP

Cristiane Bomfim

22 de janeiro de 2012 | 22h14

Amannda começou a cantar com três anos. Aproveitava os almoços e as festinhas em família para soltar a voz. Com seis anos já fazia parte do coral da escola. Quatro anos depois, iniciou a carreira profissional. Quem cuidava das apresentações, repertório e até cachê eram os avós. Os shows eram em bares e formaturas.

Hoje, com 19 anos, Amannda é a nova promessa feminina da música sertaneja. Ficou conhecida graças ao Youtube, onde colocava vídeos caseiros em que interpretava várias canções sertanejas. “Desde pequena eu ouço músicas do Leonardo, Zezé di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone, Milionário e José Rico”, conta a cantora que nasceu em Cuiabá.

A interpretação de “Perdoa Amor”, de Marcos e Belutti rendeu mais de 300 mil acessos no site mais popular de vídeos na internet e foi tirado do ar por causa dos direitos autorais. Foi também pela internet que conseguiu um empresário em 2008.

O empresário levou Amannda para abrir um show de Fernando e Sorocaba em Dourados, no Mato Grosso do Sul. A dupla ficou encantada e apadrinhou a cantora. Na internet e no interior o sucesso da moça chamou atenção da gravadora EMI, por onde lançou CD no fim do ano passado.

“Há três anos não tinha mulher sozinha cantando sertanejo. O Sorocaba me viu e resolveu me ajudar, tanto que me deu a música Tá surdo. Depois, gravamos outra música juntos”, conta Amannda, que acredita que a dupla foi fundamental para ela ter espaço. “As pessoas param para ouvir o que eles (Fernando e Sorocaba) dizem”. Tá surdo faz parte do álbum lançado em 2009.

Com média de 15 shows por mês – a maioria nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e interior de São Paulo –, a cantora quer conhecer o País enquanto faz shows. A aposta é o sertanejo universitário, com músicas que falam sobre paquera, balada, dar e levar um fora.

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