Zarif (1960-2010)

Zarif (1960-2010)

Marcelo Rubens Paiva

24 de dezembro de 2010 | 19h47

A noite de São Paulo está mais triste sem ele, que morreu hoje.

O amigo querido, divertido, boêmio profissional, artista plástico anárquico.

Acompanhado dia e noite por uma taça de Martini.

Sempre de preto, risonho, carinhoso e provocador.

Numa entrevista para a FOLHA, disse:

“A arte atual é materialista histérica; eu sou materialista histórico, abri o útero de minha despensa, usei coisas que guardava sem valor algum; sou marxista, e os quadros são meus capitais.”

“Há um grande engano neste século, que é o movimento modernista. ‘Movimento’ e ‘modernista’ são redundantes, é o mesmo que dizer ‘deserto’ e ‘Saara’. Busco uma volta ao moderno da Idade Moderna, quero Newton e Darwin.”

Neste Natal, vale um porre de Martini.

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