viva a amizade

viva a amizade

Marcelo Rubens Paiva

08 de outubro de 2010 | 14h20

 Noite emocionante ontem em Ribeirão Preto.

Gravação do DVD do KIKO ZAMBIANCHI no Teatro Dom Pedro.

Construído há séculos e, depois de um incêndio, reformado pela TOMIE OHTAKE.

Com este teto lindo.

Em que o KIKO, que é da cidade, nunca tinha tocado.

Dirigido pelo RUI MENDES e com participação do CAPITAL.

Acústico: só no palco havia 5 violões.

KIKO tocou 3 novas e alguns clássicos com arranjos novos, inclusive a que compus com ele, LOGO DE CARA.

Na verdade, os citados acima eram parte de uma animada mesa de pôquer dos anos 80, no estúdio de fotografia do RUI no Bixiga [ao lado de um terreiro de Umbanda], que tem a contar sobre o rock brasileiro que muita biografia. Era nosso ponto de encontro. Todos passaram por lá. Até RENATO RUSSO morou uns dias num dos quartos do porão.

Foi onde nasceu uma amizade que perdura.

Por muito tempo, achavam que o KIKO era meu irmão. Pois éramos grudados.

No final dos 90, nós dois nos separamos na mesma época, daqueles casamentos que duravam 9 anos. Eu tinha um apê grande, e ele veio morar provisoriamente comigo.

Ficou anos. E se ele saía, pois voltava com a ex, entrava o RUI, vindo de uma separação.

Às vezes, morávamos os 3. E ficou assim até há pouco, este revezamento afetivo.

Um usava a roupa do outro. Até os óculos de grau revezávamos. Já não sei mais de quem são os CDs e livros que tenho em casa.

Provavelmente, seria assim até a velhice. Mas ainda acreditamos em casamentos e esperamos que durem.

Como dura a amizade.

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