Vai Tite!

Marcelo Rubens Paiva

22 de agosto de 2016 | 12h40

Nova era.

Renovada a esperança.

Fomos ouro. O campeão voltou.

Queremos mais.

Correndo o risco de, pela primeira vez, ficarmos de fora de uma Copa do Mundo, precisávamos de um comando frio.

E moderno e aberto.

Tite foi óbvio e preciso na convocação da Seleção.

Mesclou o vitorioso time olímpico, trouxe alguns homens de confiança (Fagner, Renato Augusto, Gil e Paulinho), deixou alguns nomes certos (Daniel Alves e Marcelo) e renovou.

É uma excelente convocação.

Deixou de lado Elias.

Deixou de lado os garotos do Grêmio, Wallace e Luan.

Apostou numa mescla de experientes ex-jogadores do Corinthians com o sangue novo do Santos.

E ousou, com desconhecidos.

Precisa agora de mais.

Precisa impôr inteligência tática, arma do novo futebol, empreendida pela Alemanha.

O talento individual, o drible, são ferramentas.

Mas é o conjunto que ganha jogo, e ele sabe disso, pois imprimiu no Corinthians este estilo.

Precisa parar com as firulas, o cai-cai, cavar faltas.

Ensinar o jogador brasileiro que jogo duro não é desleal.

Ensinamos o mundo a valorizar a posse de bola.

Já aprendemos a voltar para marcar.

Precisamos reaprender a chutar de fora da área, a bater de primeira.

A não desperdiçar chances com o maldito último drible.

Cadê a inspiração Zico (gol feio também vale)?

Pedalada, caneta, lambretinha agitam a galera, mas não ganham jogo.

Vai Tite!

Vai Brasil!