vai encarar

vai encarar

Marcelo Rubens Paiva

01 de junho de 2012 | 20h34

 

 

Aproveite, pede pra sair e vá ver minha peça IL VIAGGIO, recruta.

É uma ordem.

Só mais duas semanas.

Na do feriado, semana que vem, haverá espetáculo tb na quinta-feira.

A VEJA-SP gostou.

Olha o que DIRCEU ALVES JR. escreveu.

E não estava sob a mira do meu rifle:

 

Comédia “Il Viaggio” traz clima da obra de Fellini sem copiá-lo

Logo depois de rodar o longa-metragem “Julieta dos Espíritos”, em 1965, o cineasta italiano Federico Fellini (1920-1993) escreveu o roteiro de “Il Viaggio di G. Mastorna”. Em razão da intensa produção, o diretor engavetou essa reflexão sobre a vida e a morte e nunca a transformou em imagens. Adaptado por Marcelo Rubens Paiva, o texto inédito nas telas ganha o palco e supera quase todas as dificuldades da ambiciosa proposta em uma bem-sucedida encenação. Em cartaz no Teatro do Sesc Bom Retiro, a comédia “Il Viaggio” mantém — sem copiar — a alma felliniana.

 

Durante uma excursão de sua orquestra, o violoncelista Mastorna (o ator Esio Magalhães) decide encontrar uma amante e perde o trem para o próximo destino. Atrasado, resolve pegar um avião, que despenca sobre uma estranha cidade. No limite entre a vida e a morte, o protagonista busca alucinadamente retomar o contato com a realidade. Sem sucesso, vê-se ainda mais confuso ao ser conduzido por outros personagens a uma viagem de sonho.

Entre a fábula e o riso, o diretor Pedro Granato alcança um belo resultado visual e na condução de seus atores, capazes de trilhar caminhos distantes do realismo sem cair na caricatura. Granato — que já tinha abusado da mão pesada nas montagens de “Navalha na Carne” (2008) e “Criminal” (2010) — reverteu os exageros a seu favor. Ele pôde investir à vontade na fantasia e nos recursos cênicos e, para alcançar o equilíbrio, teve à disposição intérpretes acostumados com a linguagem de clown e circense. 

 

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