Um super-herói controverso para combater a corrupção

Um super-herói controverso para combater a corrupção

Marcelo Rubens Paiva

17 de julho de 2018 | 19h06

“Nenhum corrupto será poupado”, diz a chamada.

Vem aí o filme O Doutrinador, sobre um super-herói que decide combater a corrupção com as próprias mãos.

Eu não tenho opinião formada. Nem quero. Mas no clima em que o país está, vai dar polêmica.

Doutrinador é um super-herói que aparece num protesto político e, por conta própria, ultrapassa a barreira a Tropa de Choque e quebra tudo. Apolítico, arregaça as mangas para agir.

O Mecanismo faz escola. “A corrupção é parte da engrenagem que faz tudo girar nesse país”, diz um personagem.

Alguns o verão como aqueles que negam o caminhos da Justiça e desacreditam nos patamares da democracia.

Outros, como um inconsequente blackbloc agitador, incendiário, anarquista sem líder.

Outros, um solitário Sérgio Moro travestido de Homem Aranha.

Estamos “problematizando, fazendo mimimi”: trata-se de uma conhecida história baseada num HQ. Cujo trailer foi lançado hoje.

O longa estreia em setembro e é baseado nos quadrinhos de Luciano Costa.

Numa trama com ação, luta, perseguição, dirigida por Gustavo Bonafé, o ator Kiko Pissolato faz Miguel, perito em armas que, depois de ver sua filha morrer, e sem confiar nas autoridades, como Batman, usa uma máscara e começa a lutar por vingança numa sociedade corroída pelo crime e corrupção.

“O que você chama de assassinato, eu chamo de justiça”, ele diz.

No elenco, Tuca Andrade, Marília Gabriela (faz a ministra Marta Regina), Edu Moscovis, Helena Ranaldi, Tainá Medina.

Tem gente que vai chiar.

Tem gente que vai adorar.

E se sentir representada.