Um novo fotógrafo na praça

Um novo fotógrafo na praça

Marcelo Rubens Paiva

02 de junho de 2009 | 12h40

Cada novo celular que compro vem com uma câmera com mais recusos, mais pixels, e me vejo aprimorando [e gostando].

Sempre sonhei em ser fotógrafo. Morei com dois bons profissionais, me enturmei com seus amigos e os invejei por tempos.

Escrever cansa. Fotografar é quase uma brincadeira. É um registro da vida dos outros. Como literatura. Sem esforço de memória. Mas com flash ou sem. E pessoas passando na frente.

Tirei essas fotos ontem, aonde fui parar à meia-noite, num inferninho esfumaçado em Pinheiros [Coletivo Galeria], regado a Jack Daniel’s, em plena segunda-feira gelada [9 graus nas ruas]. Como é bom sair às segundas em São Paulo. Sem o estresse do fds, vagas fáceis, nada de filas: vida de frila.

É a banda Saco de Ratos tocando blues acústico e etílico. Banda que, como já escrevi aqui, é boa de ver e escutar- letras impagáveis sobre amores delicados, comuns a todos. Sem contar a interpretação cativante do Mário Bortolotto.

Hoje, como todas as terças, eles estarão no The Wall. E é pra lá que tentarei ir depois do pôquer. Se rolar. Nossa… Será que não crescerei nunca? Toma jeito na vida, Marcelo, afinal você é um cinquentão agora. Seja relevante na vida.

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