sufista de lata

sufista de lata

Marcelo Rubens Paiva

20 de abril de 2010 | 21h13

É, eu pegava onda.

Ora, quem morou a infância e adolescência no Rio e em Santos tem grandes chances de ser surfista.

Não cheguei a ser 1 paneleiro, como se dizia na época, ou prego, como se diz agora.

Nem tinha grana para uma prancha leve, moderna, nem para calções da Hang Ten.

Mas não fiz feio no Félix, praia de Ubatuba em que eu era local.

Local porque ninguém ia lá.

Era uma praia deserta ainda, em que acampávamos solitários e tínhamos acesso graças a Brasília amarela do meu primo DUDUCA, que com sua tração traseira descia a ribanceira.

Quando sofri o acidente, aos 20 anos, confesso que a coisa que mais senti falta era surfar.

E não é que fui pilhado agora para surfar novamente?!

Estes malucos querem me levar para o Litoral Norte e me colocar neste pranchão adaptado.

Sensação da última Realtech. Já topei.

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Também poderia andar a cavalo, nesta sela adaptada.

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Ou num PARAKART, que correm todos os sábados em Cotia.

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Já namorei muito esta moto e não sei por que ainda não a comprei.

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Mas depois de ver esta daqui, fiquei em dúvida.

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Ainda falta eu dar meu salto de paraquedas e um voo livre de asa delta na praia do Pepino.

Tantas coisas…

E ainda falam por aí que um deficiente está “preso em sua cadeira de rodas”.

+++

 MRP por Adi Leite

Sou um homem elegante. Ou tenho a alma de.

Eventualmente.

Ou quando me produzem, como nesta foto para a PLAYBOY de ADI LEITE, que minha amiga PATIDA produziu, conciente de que na maioria das vezes sou muito mulambento e me visto mal. Bem mal. Mas ela viu em mim potencial.

Arrumou emprestada estas roupas da ZEGNA, que custam o equivalente a um Chevetinho 1998, com ar condicionado e MP3.

E eu que achava que os caras iam me dar de presente.

Que nada, mandaram devolver tudo.

E agora dei a minha primeira entrevista sobre moda da vida, para o blog da minha amiga VERÔ, no site do SHOPPING IGUATEMI.

Na verdade, sobre moda para deficientes, já que a Secretaria do Estado de São Paulo promove um concurso de moda para deficientes.

Um júri de profissionais do mercado elegerá os 20 melhores projetos, que serão executados e participarão de um desfile no dia 7 de junho no Museu da Língua Portuguesa.

O primeiro colocado ganhará um estágio remunerado de um mês na Vicunha Têxtil.

Ela cita meu texto aqui sobre roupas para anões. Vale a pena ler:

http://www.iguatemisp.com.br/GuiaFashion/3320.htm

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