shark attack

shark attack

Marcelo Rubens Paiva

01 de julho de 2012 | 13h37

 

 

Me sinto num filme de Spielberg quando ando pelo RECIFE e vejo a cada 50 metros a placa AVOID SEA BATH.

Me perguntei se não foi no auge do axé-turismo baiano na década passada que os pernambucanos não se viram preocupados com a concorrência e fizeram dos ataques de tubarões ocasionais um incentivo a mais para visitantes gastarem seus dólares, euros e reais no Recife.

Afinal, em qual praia do mundo você pode encontrar um peixe pré-histórico com fama de mau, ícone dos mares e de especiais do Discovery Channel?

Tem até dinheiro da PETROBRAS para elucidar os perigos aos banhistas, monitores que detalham os tipos de ataque mais comuns e as razões.

Aprendi que olhando de baixo surfista com a prancha e as perninhas balançando se parece com tartarugas,  PF preferido dos tubarões. E que, claro, com a poluição dos rios e o porto, o alimento ficou escasso, e as batatas dos banhistas, atraentes como petiscos de botequim.

 

 

E placas que enumeram em quais situações os banhistas correm mais risco.

Evite o banho de mar se estiver sozinho, sangrando ou com joias que brilham.

Gosto da última: Evite o banho de mar se estiver alcoolizado.

Caramba, tudo hoje em diz é culpa do álcool. Por que, tubarão prefere carne temperada com álcool, gosta mais de destilados, flambada? Ou as autoridades acham que nós, bebuns, ao vermos um tubarão, o abraçamos e pedimos “converse comigo, quer um trago? você é meu melhor amigo, aquela desgraçada me largou…”?

Porém, na dúvida, obedeça a sinalização, evite nadar em mar aberto.

E se beber não dirija nem papeie com um tubarão.

 

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