sempre aquele papo.

sempre aquele papo.

Marcelo Rubens Paiva

23 de agosto de 2012 | 12h07

Olha aí, terça que vem.

O tema é quente.

E causa curiosidade no leitor há séculos.

Flaubert disse “Bovary c’est moi” para se defender das acusações da Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris, de ofensa à moral e religião, num processo contra ele e também contra Laurent Pichat, diretor da revista Revue de Paris, em que a história em capítulos no formato folhetim.

Queriam saber que era adúltera em que o autor tinha baseado sua história.

“Ela mesma, Madame Bovary, aquela putinha francesa filha da puta que coloca chifre no coitado do marido trabalhador, que atormenta a vida do corno com sonhos fúteis de mulher que não vale nada, interesseira, que não se satisfaz com a vida razoável que o coitado proporciona, quer mais, quer glamour, quer zoar em baladas do povo rico, quer poder, quer dar aquela boceta suja para o primeiro babaca que passar pela frente, ela que sonha viver na Paris cheia de putaria, que passa o dia inútil contando ervilhas e lendo revistas de fofoca da época, enquanto o marido dava duro, viajava para atender os doentes, pegava chuva e frio, enquanto a piranha, cobra, cachorra, vaca, galinha, sem-vergonha e ordinária, escrota, nojenta, puta, vagaba, insensível, egoísta e cretina colhia flores no jardim“, disse Luiz Mário em MALU DE BICICLETA.

Machado dizia que tudo o que escreveu tinha fundamentos na vida real.

Difícil separar uma da outra, a vida do escritor, o que ele escuta, observa, da invenção pura.

Na minha pouca experiência, garanto que…

Bem. Bora papear sobre.

Terça que vem.