Que ditadura é essa?

Que ditadura é essa?

Marcelo Rubens Paiva

14 de abril de 2015 | 18h09

Aqueles que defendem a volta do regime militar, ou INTERVENÇÃO MILITAR, como o movimento SOS Forças Armadas, que polemizou nas manifestações de 15 de março e de domingo, 12 de abril, trouxeram à tona o ridículo de uma intolerância democrática, com saudosismo de algo que só existiu na imaginação.

O MBL, Movimento Brasil Livre, do grupo Fora Dilma!, até entrou na Justiça para seu carro de som, no Vão Livre do MASP, ficar a mais de 400 metros de distância do SOS, que ficou estacionado entre as Alamedas Campinas e Eugênio de Lima.

O que revoltou o SOS.

O representante do grupo que defende a volta dos militares, Renato Tamaio, evocou o direito constitucional de livre manifestação. Citou o Artigo 5º., a “garantia ao direito de manifestação em qualquer hora e lugar, sem armas”, e ameaçou processar o MPL.

Qual regime ele pretende?

Vale lembrar, SOS, que quando os militares intervieram na política brasileira, baixaram o AI-5 em 1968, em que eram proibidas as manifestações.

Assim ditava o AI-5:

“Considerando que a Revolução Brasileira de 31 de março de 1964 teve, conforme decorre dos Atos com os quais se institucionalizou, fundamentos e propósitos que visavam a dar ao País um regime que, atendendo às exigências de um sistema jurídico e político, assegurasse autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção…

Considerando que atos nitidamente subversivos, oriundos dos mais distintos setores políticos e culturais, comprovam que os instrumentos jurídicos, que a Revolução vitoriosa outorgou à Nação para sua defesa, desenvolvimento e bem-estar de seu povo, estão servindo de meios para combatê-la e destruí-la, considerando que, assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a tranquilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do País comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária…

Resolve editar o ato institucional que determina a suspensão dos direitos políticos, importa, simultaneamente, em: cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função; suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais; proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política; aplicação, quando necessária, das seguintes medidas de segurança: liberdade vigiada; proibição de frequentar determinados lugares; domicílio determinado.”

O “Presidente da República” (General Costa e Silva) poderia mediante decreto demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas no artigo, assim como empregados de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares, assegurados, quando for o caso, os vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço.

Poderia decretar o estado de sítio e prorrogá-lo, fixando o respectivo prazo.

Ficava suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.

Melhor deixar os militares de fora…

SOS Democracia!

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Cuba está se aliando ao antigo inimigo, EUA.

Ambos estão na paquera em ritmo de salsa: dois pra frente, um pra trás, dois pra frente, um pra trás…

Dança que o Brasil já finalizou, investe na infraestrutura de lá e inaugura um voo direto pela GOL.

China é o maior parceiro comercial do Brasil.

É o maior dos EUA. Detém grande parte dos Títulos do Tesouro americanos disponíveis no mercado.

Agora, entra com empréstimo à Petrobrás.

Quando um militante de direita vocifera nas manifestações recentes “Vá pra Cuba”! “Fora comunista!”, em que década está?

 

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