quando a tv brasileira mudou

quando a tv brasileira mudou

Marcelo Rubens Paiva

17 de outubro de 2013 | 11h29

Nos anos 1980, dois grupos mudaram a TV brasileira.

Ambos tinham uma câmera de vídeo profissional, algo impensável num país de economia fechada.

Um liderado por Tadeu Jungle, estudante da ECA -USP, a TVDO, mais Walter Silveira, na Praça Benedito Calixto, Pinheiros.

Outro por Fernando Meirelles, estudante da FAU-USP, a produtora Olhar Eletrônico, com Marcelo Machado, Marcelo Tas, Toniko Melo e outros, na Pedroso de Moraes, Alto de Pinheiros.

TV que mamou durante décadas nas tetas de um mercado conservador, vítima da censura e, pior, aliada à Ditadura.

A intenção era renovar a TV brasileira e afirmar o vídeo como uma linguagem descasada do cinema.

Sem contar que o Brasil mudava de fora para dentro: renascimento dos movimentos sociais e Diretas Já implodiriam o regime naqueles anos.

O Olhar encontrou no alternativo/pop apresentador Goulard de Andrade um padrinho. E na TV Gazeta, a antena de que precisava.

Jungle se aliou ao Teatro Oficina e TV Cultura.

Apresentou o programa mais importante da TV na época, que lançou as bandas do movimento Rock BR, como Titãs, e fomentou um novo teatro, inspirado em Asdrúbal Trouxe o Trombone.

Na semana em que cinema é a estrela de São Paulo [hoje é a abertura da Mostra Internacional], fala-se de TV no Sesc Pompeia.

 

 

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E tem CABARÉ hoje.

Aliás, CABARETAS?

Não! CABARETERAS.

Com minhas musas…

Elas não são demais?!

 

 

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E tem amigo cineasta estreando como diretor de teatro.

MURILO PASTA, meu colega de ECA -USP, autor do filme CARMO, agora se confronta com a contaminação do vírus do teatro.

Em grande estilo.

 

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