protesto na flip pede liberdade para licença poética

protesto na flip pede liberdade para licença poética

Marcelo Rubens Paiva

07 de julho de 2013 | 12h49

 

Rolou protesto até na Flip, Festa Literária Internacional de Paraty. Justamente no sábado, dia mais movimentado.

Nada de incidentes, já que a maioria dos escritores curava a ressaca.

Cem pessoas, a maior parte barqueiros, fecharam o acesso ao cais, impedindo turistas de sair para passeios.

As reivindicações?

Pelo fim do foco narrativo autoritário.

Pela presença do narrador onisciente.

Fim da divisão em capítulos.

Não à obrigatoriedade de final feliz.

Por livros mais baratos, com letras maiores e marcadores de página.

Pela democratização do narrador.

Pela liberdade da licença poética.

Nada disso.

Manifestantes aproveitaram o burburinho da Festa Literária para reivindicar de reformas no cais, melhorias na educação e no transporte.

Também exigiram maior participação da comunidade na programação da Flip.

Para moradores, participar da Flip é caro. O ingresso custa R$ 46.

Justo.

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