Porta o quê?

Porta o quê?

Marcelo Rubens Paiva

31 de janeiro de 2010 | 14h46

Carnaval nunca foi o forte de São Paulo. Era focado em bailes nos clubes, e naquele desfile que imita o do Rio.

Porque paulistano viaja no Carnaval, tem grana, carro, estradas e bons médicos de rim.

Sumiram os blocos de São Paulo? Cadê o REDONDO, do velho PLINIO MARCOS?

Os amigos boêmios resolveram fundar um bloco de Carnaval, os ACADÊMICOS DO BAIXO AUGUSTA. Sob o comando de LU-BARBEIRO-CALCOLARI, ALE YOUSSEF, BETO LAGO, FRÂNCIO HOLLANDA e mais alguns maus elementos.

Olha o samba aí [do PLINIO PROFETA]:

https://www.yousendit.com/transfer.php?action=download&ufid=MVNkUXVoZEtveE5MWEE9PQ

Sai no domingo dia 07/02, na Bela Cintra, e desce até a Augusta, que se acende como o melhor da noite paulistanas [please, não espalhe].

Sai no domingo anterior, porque somos playboys e viajamos na festa. Garanto que a maioria do bloco estará em Trancoso ou Olinda durante o Carnaval.

Então, numa reunião, ZECARRATU, amigo há 25 anos, sugeriu que eu fosse o porta-estandarte.

Imaginaram que eu jamais aceitaria. ZE me conhece. Já enlouquecemos por aí nos anos 80, 90. Me ligou, e topei na hora, para a surpresa dos organizadores. Lógico.

Quando o ZE me contou que ninguém acreditava, rimos juntos.

Só não sei o que faz um porta-estandarte. Porta um estandarte e o que mais?

Ontem, passei o dia com MARCÃO, um serralheiro, preparando um suporte para o estandarte de mais de 2 metros, que será instalado na minha cadeira de rodas. E hoje tem ensaio no STUDIO SP.

Me sentirei a LUMA DE OLIVEIRA da Pompéia? Escalo a fama. Será que rola um ensaio pra TRIP, e o próximo BBB me convida?

Preciso agora correr atrás de um empresário, um coach, um coreógrafo e um personal styler.

Uma nova perspectiva profissional se abre pra mim. É bom, escrever dá trabalho…

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Duvida que eu seja playba?

Meu programa de ontem, sábado à noite, foi jantar no FASANO. Meu brotherzinho MARCELO SERRADO estava hospedado lá. Coisa de galã.

Ganhamos a companhia da ALESSANDRA NEGRINI, de volta a São Paulo, para falarmos de projetos [nosso filme NO RETROVISOR], peças inéditas.

Estava lá o amigo MANOEL BEATO, sommelier da casa, novo homem da mídia [tem um excelente programa na RÁDIO ELDORADO]. Que nos embebedou com os mais incríveis vinhos e não cobrou.

A banda METALLICA estava hospedada lá. Fãs se espalhavam pelos corredores e calçada.

SERRADO foi para o piano do bar e começou a tocar TOM JOBIM. O restaurante parou. Garçons, seguranças, até algumas groopies heavy metal se instalaram ao redor e cantaram bossa nova.

Integrantes da banda vieram se juntar. Ouviam surpresos aquela maravilha. METALLICA who?! Viva TOM JOBIM! Eterno, universal…

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