por que transformar?

por que transformar?

Marcelo Rubens Paiva

02 de novembro de 2012 | 13h18

Errei o tema do papo abaixo hoje nas Satyrianas.

Como bom hegeliano [“todo ser é um ser político”], achei que era arte e política

É Arte e Sociedade.

Oficialmente:

Chá Cultural

O Chá Cultural consiste num bate-papo informal e intimista entre pessoas de diversas áreas da comunicação. A revitalização da Praça Roosevelt inspirou o tema deste ano: “Arte e Sociedade”.

Local: Restaurante Rose Velt (Praça Roosevelt, 124)

Sexta-feira, 02 de novembro, das 15h às 16h30

Tema: Arte e Sociedade: Por que [Trans]formar?

É isso aí, entendeu mané?

Por que transformar, transformar por quê?

O que transformar, transformance por quê?

Tranformismo transformando transformando a transformidade da transformação…

Enquanto você pensa, veja aí, e compre lá numa livraria ou online:

 

http://www.facebook.com/tvcultura/posts/297865760313724

 

E Do site SEMANA SP:

Há 30 anos, o relato visceral de um rapaz que, no auge da juventude, sofreu um acidente e ficou paraplégico conquistou toda uma geração. Foi assim a estreia de Marcelo Rubens Paiva com “Feliz Ano Velho”, que faturou o prêmio Jabuti de 1982 e foi o título mais vendido na década de 1980. “É um livro que realmente tem uma vida própria, uma carreira pessoal”, diz o escritor paulistano.

Este ano é especial para o autor de dez livros. Além de se aventurar em mais um romance, toda a sua obra foi reeditada. Em “As Verdades Que Ela Não Diz” (192 págs., R$ 35,90), que acaba de chegar às livrarias pela editora Foz, Marcelo volta ao tema que mais explorou recentemente. Mulheres e relacionamentos são o mote da obra, que reúne crônicas e contos do autor sobre paixões, traições, amizade e brigas de casal, e tudo o que envolve o misterioso universo feminino.

Mesmo sendo um homem incomum, que não se importa em discutir a relação – “eu adoro uma D.R.”, admite -, entender as mulheres não é tarefa fácil nem para o caçula de quatro irmãs e conselheiro afetivo de uma penca de amigas confusas. “Acho que nem elas se entendem”, conclui.

 

 

Não (risos)! Tenho facilidade para ouvir, né. Acho que nem elas se entendem. É um universo cheio de nuances, conflitos e contradições. Ser mulher, mãe, esposa, dona de casa e ainda querer uma carreira, ser líder no trabalho. Acho que a mulher moderna tenta encontrar um jeito de lidar com todos esses problemas. Então eu penso que sei escutar, observar, entender os humores, mas não sou especialista. Sou apenas um escritor.

 

 

Adoro (risos). Não só como homem, mas como escritor. Adoro discutir os detalhes, o que dá certo e o que dá errado. Tudo isso que hoje está em pauta em toda mesa de bar: se casamento funciona, o por quê do fracasso, se o amor acaba, se não acaba, se dá para ser amigo de ex. Acabei criando crônicas em que isso virou tema.

 

 

A traição é o ponto principal. Ela fala dessa coisa natural de que a mulher trai o homem, sem sentido de culpa, sem questionamentos sobre qual foi a falha na relação. Ela trai porque dá vontade. A minha personagem traiu não se sabe o porquê. Não quero que se explique. Traiu e pronto. Deixo em aberto para que o espectador conclua.

 

O homem está mais cuidadoso em questões que antes eram apenas da mulher. Hoje, tenho mais amigos que cozinham do que mulheres.

 

 

É um ser distante, um livro com vida própria, que foge um pouco do padrão do mercado, inclusive da minha obra. Nasceu para ser um livro sobre a ditadura, sobre a geração que vivia o começo da redemocratização. Virou um livro que os jovens adotaram.

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