Placas espalhadas resgatam a memória

Placas espalhadas resgatam a memória

Marcelo Rubens Paiva

13 de outubro de 2019 | 11h29

 

Um turista numa cidade europeia se surpreende ao ver placas em edificações comuns, que indicam: aqui morou Picasso; aqui Vitor Hugo escreveu Os Miseráveis em 1862; aqui Ravel compôs Bolero.

Por vezes, alguma placa se dedica à memória de heróis que tombaram, combatentes, revolucionários, partisans.

A cidade de São Paulo decidiu, através da Secretaria de Cultura, no projeto Memória Paulistana, sinalizar 30 pontos importantes do centro histórico.

Como o local do gigante comício das Diretas Já (Vale do Anhangabaú), que selou o destino do regime militar, a praça em que reunia dançarinos e nasceu o hip-hop em 1985, e onde morou a Marquesa de Santos entre 1797 e 1867.

Agora, convida moradores, em busca de novas histórias, a participar do projeto, indicar placas de alguma casa, prédio ou esquina na cidade, que tenha sido palco de algum acontecimento histórico?

Para o bem ou para o mal, que causou alegria ou dor.

O que pode ser feito pelo formulário online:

bit.ly/MemoriaPaulistana

Os locais selecionados serão divulgados no aniversário da cidade, em 25 de janeiro de 2020.

E, lógico, vai causar rebuliço.

Na era da polarizacão, heróis para uns não são para outros.