pisou na bola, prefeito

pisou na bola, prefeito

Marcelo Rubens Paiva

15 de agosto de 2013 | 10h50

 

Um terreno de 25 mil m² na Rua Augusta foi o colégio de freiras Des Oiseaux.

Em 1974, o prédio foi demolido para que a área fosse vendida.

Chegou a abrigar um circo, uma ‘danceteria’, o PROJETO SP e estacionamento.

Árvores da Mata Atlântica estão lá ainda- jacarandás, seringueiras e ipês nativos. Um pórtico na entrada é tombado.

 

 

A comunidade tentou. Em vão.

Vão se erguer mais duas torres na cidade sem planejamento, verde, área de lazer, que destrói sua natureza única, massacra seus rios e enterra sua essência.

Espaço em área construída não falta.

Bairros degradados poderiam ser revitalizados.

Mas tudo aquilo que poderia virar parque é entregue ao mercado imobiliário.

Desde 1996, a área é do ex-banqueiro Armando Conde, do BCN.

Com as incorporadoras Setin e Cyrela, vão ser erguidosd 2 prédios.

Vence o prazo para que a prefeitura desaproprie a área, como planejado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab. O novo prefeito, Fernando Haddad (PT), diz que não é prioridade.

Os prédios devem ocupar 18% do terreno. O restante serviria como parque, com internet gratuita e “espaço pet”, promete o dono do terreno.

E São Paulo, cidade que já foi linda e, sim, com tanto verde e cercada por rios, continua sem plano e entregue ao caos.

Pisou na bola, Prefeito.

A solução é simples: desapropriar 25 mil m2 de galpões e terrenos de bairros ao redor, como Glicério, Liberdade, Barra Funda, Bom Retiro, Luz.

E trocar por essa joia.