Petrobras censura nome de termoelétrica

Petrobras censura nome de termoelétrica

Marcelo Rubens Paiva

09 de outubro de 2019 | 12h07

Sambista, editor, jurista, economista, indígena.

Todos entraram na mesma mira da birra ideológica do novo governo. Sobrou até para o vice civil e ministro do general João Figueiredo, Aureliano Chaves.

A Petrobras mudou os nomes de onze UTEs (usinas termoelétricas), que tinham sido rebatizadas no governo Lula.

A UTE Seropédia, que virara Barbosa Lima Sobrinho no Governo Lula, jornalista que presidiu a Associação Brasileira de Imprensa na união da sociedade civil contra a ditadura, voltou a ser Seropédia.

A UTE Cubatão tinha virado UTE Euzébio Rocha, fundador do PTB e líder da campanha Petróleo é Nosso. Voltou a ser Cubatão.

UTE Aureliano Chaves voltou a ser Ibirité. Chaves rompeu com os militares e apoiou Tancredo contra Paulo Maluf na eleição indireta de 1984.

UTE Fernando Gasparian, editor pioneiro, nacionalista ex-deputado do PMDB, voltou a ser Nova Piratininga.

UTE Leonel Brizola, que dispensa apresentações, Termorio.

UTE Luiz Carlos Prestes, líder comunista, Três Lagoas.

UTE Mario Lago, ator e sambista, comunista declarado, Termomacaé.

UTE Sapé Tiarujú, guerreiro guarani que combateu espanhóis e portugueses nas Missões, Canoas.

UTE Celso Furtado, economista e idealizador do Plano de Metas do governo Jango, Termbahia.

UTE Jesus Soares Pereira, Vale do Aço. E UTE Rômulo Almeida, Termocamaçari.

Aneel autorizou a mudança “para facilitar o registro dos nomes no INPI”.

Conta outra.

fonte: Ancelmo Gois e Nelson Lima Neto

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