perdemos a playboy

perdemos a playboy

Marcelo Rubens Paiva

09 de junho de 2013 | 13h49

O anúncio de que a revista PLAYBOY pode fechar na nova reformulação da EDITORA ABRIL deixa muito matuto em pânico e já com saudades.

SERÁ? Boato?

O que acontece com a revista que teve na capa mulheres maravilhosas como LUMA DE OLIVEIRA, MAITÊ PROENÇA, LÍDIA BRONDI, ALESSANDRA NEGRINI, CARLA CAMURATI, MARIA PADILHA, BRUNA LOMBARDI, PALOMA DUARTE, SÔNIA BRAGA, modelos como LUIZA BRUNET, LUCIANA VENDRAMINI, PIETRA, musas como NÁDIA LIPPI, ALCIONE MAZZEO, VERA FISCHER, clicadas por Duran e Bob Wolfeson? Faliu?

Há uns anos dei uma entrevista para Playboy. Foram 2 longos encontros. Falei durante 5 horas de política, cinema, teatro, livros, TV. Falei alguns minutos de sacanagem.

Só saiu a sacanagem

A marca Playboy é eterna. Não tem fim.

Playboy não acabou, acabaram com ela.

As últimas capas? Junho, BABI ROSSI, conhece? Assistente de palco do Pânico. Maio, foram as participantes do reality CASA BONITA 5. Antes, em abril, THAÍS BIANCA. Outra panicat.

Em março, outra panicat, CAROL NARIZINHO. Antes, FANI e NATÁLIA, do BBB13. CATARINA MIGLIORINI, a brasileira que leiloou a virgindade, “mostrou tudo pela primeira vez à PLAYBOY”, na edição de janeiro, abrindo a temporada de peladas.

Playboy era chique. Meu pai lia e colecionava. Suas entrevistas eram históricas. Os textos e ilustrações, também.

Nirlando Beirão já foi seu editor. As mulheres eram as divas.

Começou a se perder no rebolado do Tchan, do Axé, virou puxadinho do BBB, e agora não conhece outro universo que não o das panicats.

As do BBB até ganharam a alcunha de “ex-sisters”.

Queimaram o nome da lendária cria de Hugh Hefner, que esteve no front da revolução sexual que, com a contra-cultura, mudou o mundo.

Sair na sua capa virou deboche.

Assessora parlamentar DENISE ROCHA chama atenção na CPI do CACHOEIRA? Teve vídeo de sexo vazado na internet? Tudo bem. Aparece logo logo sorrindo na capa da Playboy.

Assistentes de palco do Ratinho, Luciano Huck, Faustão, figurantes do Zorra Total, funkeiras, na capa, deram a pista: a revista abandonava seu leitor cativo, seduzido ainda nos anos 1970, púdicos e púbicos até, e buscava o público adolescente ligado em programas da TV aberta.

Perdeu, playboy.

 

 

 

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