paradoxe

paradoxe

Marcelo Rubens Paiva

05 de dezembro de 2012 | 12h14

Paradoxe français

 

 

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Soltaram que o RIVIERA vai reabrir,  disparado o melhor e mais cheirado bar dos anos 1970-80, na esquina da PAULISTA x CONSOLAÇÃO.

Imortalizado por ANGELI e ARRIGO BARNABÉ  em DIVERSÕES ELETRÔNICAS, bar da nova esquerda que nascia longe da Maria Antônia e do velho CPC, influenciada por WILL EISNER.

Era um balcão de bar de fórmica vermelha
E você ali, naquele balcão
– de quê?
De fórmica vermelha
Chorando, embriagado, pedia:
“garçom, mais um
Gim tônica”
Mas ele te avisou:
“você já bebeu muito, já bebeu demais”
Vai pra casa, moleque
E você foi, cambaleando

Se bem que a narrativa acima começa num DIVERSÕES ELETRÔNICAS, nome empolado de FLIPERAMA.

Nunca entendi este paradoxo do clássico de ARRIGO.

O moleque entra num fliperama, mas pede um gim?!

Prum garçom?!

Ou sai de um e entra num bar?

Como em toda obra-prima, as incongruências…

RIVIERA abrirá sob comando do grande empreendedor FACUNDO [ex-Vegas, atual Cine Joia] e ALEX ATALA, o nosso cozinheiro Brasil-il-il, que foi DJ do ROSE BOM BOM, outro espaço símbolo da década de 80 [chega de usar o adjetivo “ícone”, cafona como “emblemático”, para parecermos cultos sendo empolados; que, aliás, já usei muito, para parecer mais letrado].

Será um clube de jazz, ouvi dizer. Algo que nunca me explicaram por que está em falta em SP. Sensacional.

Aliás, explicaram sim.

Mancini que fechou o seu na Rua Avanhandava. Disse ter tomado o maior preju. Disse ter sido o seu empreendimento mais fracassado.

Disse que paulista vai ao bar pra papear, não ouvir som. Nossa lábia tagarela italiana. Nosso dom pra fofoca.

Mancini deu o ponto pra filha, que montará um brechó no lugar.

Enquanto isso, alguns jazz alternativos rolam espalhados- numa escola da Vila Madalena, num estacionamento em Pinheiros, num bar da República, às segundas no bar São Cristovão- como encontros clandestinos de uma cultura sub, como uma cultura proibida pela polícia que sobrevivesse na periferia do mundo dos espetáculos.

Jazz cultura sub?!

Num Brasil que se futiliza a cada ano e se alimenta de uma bosta chamada música sertaneja universitária [em caixa baixa], assim são as coisas.

Quem abrir um clube decente de jazz vai faturar, aposto toda minha coleção de MP3.

Mas tem que ter o espaço para fofocagem.

Nossa reportagem [eu] flagrou [flagrei] ontem que o RIVIERA está, sim, em reforma.

Dá pra ver?

 

 

ARRIGO eventualmente toca por aí.

Começamos juntos, dá pra acreditar?

Ele representava a USP em festivais, eu a UNICAMP.

Pena que o grande ITAMAR, que era baixo do ARRIGO, não toca mais.

Porém sua banda ISCA DE POLÍCIA mantém a chama [a isca] viva.

E vai dar show:

 

 

Enquanto isso, na verdaderia perifa.

Ou melhor, NA QUEBRADA.

A Campanha Natal com livros da Cooperifa vai distribuir 8 mil livros na região.

Os livros foram doados por várias pessoas e amigos do Sarau da Cooperifa neste ano. Que foram arrecadados na entrada da festa “Prêmio TRIP Transformadores” no Cine Joia.

Se não me engano, teve show dos TITÃS. Nunca me convidam pra essas festas…

Dia 15 de dez 11h, logo ali, em Piraporinha. Dá pra chegar…

 

 

 

E vem coisa boa por aí.

Começando por hj e depois segunda-feira.

Aliás, parenteses.

Olha o flyer do BORTOLOTTO abaixo. Na vertical. NA VERTICAL!!! Coisa de profissional!

Alô designes, façam flyers na vertical, não na horizontal. Depois da revolução digital, telas, blogs, redes, tablets, flyer horizontal não cabe na tela.

PERDEM-SE INFORMAÇÕES E TEMOS QUE DIMINUÍ-LO.

Vertical fica encaixadinho.

Este flyer do BORTOLOTTO já está eleito aqui no blog como o melhor do ano! Por mim, ora.

Sem contar a referência que dá água na boca. Do flyer.

 

 

 

 

 

 

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