o túnel

o túnel

Marcelo Rubens Paiva

07 de dezembro de 2012 | 11h26

 

PLINIO MARCOS, um túnel.

Da Rodovia dos Imigrantes, a bela obra de engenharia futurista que cruza a Serra do Mar e desemboca em SANTOS, onde nasceu o ator-escritor-jogador de futebol-provocador.

No caminho inverso dos descobridores, Bandeirantes e colonizadores, dos escravos e imigrantes europeus, árabes e orientais que construíram o Brasil. E por onde desce nossa riqueza para ser exportada.

Linda homenagem daquele que consideramos um dos maiores dramaturgos brasileiros, mas que preferia ser apresentado como “palhaço”.

No entanto, não deixo de pensar nas referências e relações entre o amigo divertido, sagaz e muito fiel a seus princípios, que morreu em 1999, e o sentido de um túnel: atravessar obstáculos rochosos das travas da consciência; levar o sujeito por um atalho de um ambiente para outro; revelar novas paisagens; encurtar através do mais difícil a ida ao passado; buscar no interior da terra sentidos e explicações…

Mas me cansa essa mania que tenho de procurar associações quando queremos homenagear um amigo, buscar palavras precisas e lustrosas.

Talvez PLINIO combine de alguma maneira com um túnel.

Assim como PAULO AUTRAN também ganhou o seu na entrada do AEROPORTO DE CONGONHAS. Sutil como ele representava. Fundamental como era.

PLINIO tem mais cara de PRAÇA. Em que eventualmente erguem lonas de circo. E que à noite vira ponto das putas, travecas, viciados, bichas degeneradas, anãos de caralho grande, pés de chinelo, sambistas, bêbados e gigolozinhos escrotos do mundaréu.

E em que às manhãs abrigasse uma feira livre.

Porém, que TUNEL seja. Como já é CENTRO CULTURAL, TEATRO e muitas outras referências em homenagem.

O mais interessante é que eu, que quando estou de barba sou confundido com ele, tenho uma associação pessoal.

Este túnel leva à Rodoviária RUBENS PAIVA, no entrada da cidade.

Ou melhor, para ser preciso, TERMINAL DE INTEGRAÇÃO DE PASSAGEIROS “RUBENS PAIVA

Outro santista ilustre homenageado.

 

+++

 

Em agosto de 2011, SARNEY apresentou proposta para que Congonhas passasse a se chamar Aeroporto de Congonhas – Senador Romeu Tuma.

Disse Sarney:

“É com emoção que tomo a iniciativa de oferecer esse preito a Romeu Tuma, na certeza de que o povo de São Paulo receberá com imensa satisfação a manifestação do Congresso em favor de um dos mais brilhantes homens públicos do nosso tempo”, disse o poeta e presidente do SENADO.

O povo de São Paulo não recebeu com satisfação e tripudiou a ideia de dar o nome ao controvertido ex-policial, chefe do DOPS durante a ditadura.

De acordo com o livro Habeas Corpus, lançado em janeiro de 2011 pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Tuma participou ativamente na ocultação de cadáveres de militantes políticos assassinados sob tortura e no falseamento de informações que poderiam levar à localização dos corpos dos desaparecidos políticos

Depois, ele chefiou a Polícia Federal, que assinava atos censurando obras literárias, teatrais, músicas, livros, até balés.

Bem, diante do passado polêmico, melhor deixar AEROPORTO DE CONGONHAS.

 

+++

 

Vamos ver se HADDAD já imprime um novo estilo à cidade.

E discute com BLOCOS DE CARNAVAL de RUA uma regulamentação.

Por enquanto, prometeu ouvir as partes.

Enquanto o prefeito ainda no cargo os combatia com rigor.

Fez, por exemplo, o bloco ACADÊMICOS DO BAIXO AUGUSTA descer nos 2 últimos anos por uma perigosíssima AVENIDA CONSOLAÇÃO,nos espremeu contra a parede, para não atrapalhar o trânsito da rua que amamos tanto, que nomeia bloco e que se transforma a cada ano.

 

 

Vamos então começar no próximo sábado dia 15/12 o GRITO DO NOVO CARNAVAL.

 

 

Olha o grito de guerra aí:

 

ALÔ COMUNIDADE! NOSSO BLOCO ASSINA E APOIA O MANIFESTO CARNAVALISTA – O PRIMEIRO PASSO PARA BOTARMOS OS BLOCOS NA RUA! DIA 15/12 VAMOS TODOS NO FESTA MANIFESTO QUE ROLA NA VILA MADALENA PELA LIBERAÇÃO DO CARNAVAL DE RUA DE SP! SE LIGA! TAMO JUNTO! APAVOOOOOORA!

 

 

+++

 

E nos dia 16/12, na SALA FUNARTE, agenda aí.

 

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.