O futuro do De Volta Para o Futuro não é hoje

O futuro do De Volta Para o Futuro não é hoje

Marcelo Rubens Paiva

21 Outubro 2015 | 11h15

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O carro modificado De Lorean está pelo Brasil; até Rubinho Barrichello deu um rolê nele.

Comemora-se nesta semana o futuro que Marty Mc Fly (o personagem de Michael Fox) em De Volta Para o Futuro 2 (da série Back to the Future), teria ido, numa máquina do tempo.

O futuro de De Volta para o Futuro é hoje?

Se passa hoje.

Mas o filme de 1985 errou a maioria das previsões.

A trilogia de Robert Zemeckis foi um mega sucesso nos anos 1980.

Dois desejos inconscientes ali: na tensão da Era Reagan do medo de uma guerra nuclear, em que o pavio da Guerra Fria foi novamente aceso, queria-se voltar ao passado para corrigir alguns erros do pós-guerra.

E ir ao futuro para checar se estávamos no caminho certo.

Mas skate sem rodas, tênis que se fecham sozinhos e roupas inteligentes são ainda projeto para o futuro, não objetos do cotidiano do presente.

Se Mc Fly chegasse agora, daria um rolê numa velha bicicleta (analógica), estranharia a garotada com um visual de guerrilheiro tchetcheno e atentos a uma tela de bolso, que também é telefone.

Estranharia que carro é demonizado, que roupas velhas e descombinantes estão na moda, que em alguns estados a maconha é legalizada, enquanto o cigarro é banido e patrulhado como uma droga assassina.

Sem contar que um negro (o chapeiro do seu Dinner) é prefeito da sua cidadezinha, e outro,  presidente do País.

E vale a gozação.

Como a do site Junkee: