O Conto da Aia do Brasil

O Conto da Aia do Brasil

Marcelo Rubens Paiva

06 de junho de 2019 | 13h18

Talvez seja o melhor Porta dos Fundos já feito: uma sarcástica versão de Handmaid’s Tale passada no Brasil dos dias de hoje.

As aias se assustam ao assistir pela TV o que acontece por aqui. Dirigido por Vini Videla, é cômico, revelador, estranho e, sim, assustador.

A série, aqui nominada O Conto da Aia (da Hulu, agora da Disney Company), estreou ontem dia 5 a terceira temporada nos EUA; será dia 15 no Brasil pelo canal Paramount+.

Ela é baseada no livro de Margareth Atwood, inicialmente inspirada na Revolução do Irã e depois em regimes fundamentalistas que vieram na esteira, Talibã, Estado Islâmico e países que subjugam as mulheres e condenam gays.

Mas Warren Litthefield, produtor da série, anunciou que hoje ela é inspirada também em eventos ocorridos recentemente no Brasil.

Sobre Jair Bolsonaro e Rodrigo Duterte (presidente Filipino), disse em entrevista coletiva tratarem de “brutamontes tóxicos” que “precisam ser denunciados”.

Do nosso presidente, falou: “Sua homofobia é uma clássica visão sádica sobre os transgêneros. Os primeiros que atacaram na Alemanha Nazista foram os gays. E inacreditável que esteja acontecendo de novo.”

Portas dos Fundos exemplifica, citando Moro, Damares. Roteiro genial de Gabriel Esteves e Manuela Cantuária:

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