Nova geração invade o streaming

Nova geração invade o streaming

Marcelo Rubens Paiva

25 de junho de 2019 | 11h24

Sem preconceito de gênero dramático, o streaming tem investido na notória mente criativa dos brasileiros e no público cada vez cativo: o adolescente-jovem-adulto.

Já rolam por aqui produções de séries de suspense, noir, terror, ficção científica, até de zumbis.

Filhos de grandes diretores, como Quico Meirelles (de Fernando Meirelles), entram no mercado pela porta da frente; estreia em agosto Pico da Neblina na HBO.

Agora, a Netflix anuncia uma produção da Gullane que trafega na onda apocalíptica distópica, que a molecada adora.

É Boca a Boca, que se passa no interior do Estado, numa cidade pecuarista.

Um vírus desconhecido é transmitido com o contato das  bocas em seis episódios de 45 minutos na série criada pelo cineasta Esmir Filho, que escreveu e dirigiu os longas e curtas Alguma Coisa Assim, Sete Anos Depois, Os Famosos e Saliva.

Esmir é da geração de diretores saídos da FAAP e se popularizou com o famoso curta que viralizou em 2006, Tapa na Pantera, com Maria Alice Vergueiro, que dirigiu com Marina Bastos.

Ele mesmo ganhou o Rio Festival 2009 com Os Duendes da Morte.

Sobre ele, Eduardo Escorel escreveu para a piauí:

“O ambicioso diretor Esmir Filho, apesar do título, a meu ver infeliz, do seu primeiro longametragem, fez um filme superior, lançado no Rio, há uma semana, de maneira quase clandestina. Mais uma vez, o melhor do cinema brasileiro recebe tratamento indigno, condenando a uma provável carreira comercial inexpressiva. É pena, por que o filme é uma rara demonstração de criatividade e talento.”

Boca a Boca “se passa no interior do país e irá explorar a dinâmica das relações de uma juventude conectada quando uma doença contagiosa desconhecida, espalhada pelo beijo, começa a alterar o cotidiano da pacata comunidade”, anunciam.

Esmir a escreve com Juliana Rojas, Marcelo Marchi, Jaqueline Souza e Thais Guisasola.

A direção será dele e Juliana Rojas, com a Fetiche Features, de longas e séries de ficção e não do SescTV e GNT.

É sangue novo (já com currículo de veterano) correndo pelas telas.

Ou, como eles dizem, “na pista”.

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