nos eliminamos

nos eliminamos

Marcelo Rubens Paiva

02 Julho 2010 | 22h57

Está tudo dito abaixo, e uns carinhas até me criticaram.

Falei que não passaria da Holanda.

Não sou polvo alemão nem um iluminado.

Mas vejo futebol, vi 10 copas pela TV.

Estava óbvio.

Por times fáceis, passou. Encontrou um time mediano, empatou. Pegou um forte…

Em toda a minha vida, nunca vi uma seleção brasileira em que não foram os melhores;  já disse aqui.

Inexplicável paradoxo do pensamento dunguiano, que nunca fora técnico antes.

Quem acompanhou futebol neste ano viu ROBERTO CARLOS voar pelo Corinthians, fazer gols e deixar o time na liderança do Brasileirão, sem RONALDO em campo.

RONALDINHO GAÚCHO entrou em forma e dava os passes precisos de que precisávamos.

Se KAKÁ ia mal, poderia entrar GANSO, que coloca a bola onde quer.

E NEYMAR entraria no segundo tempo, pra repetir com ROBINHO  a façanha de fazer quase 4 gols por partida.

Mas levou JULIO BATISTA, reserva, GILBERTO SILVA, decadente, FELIPE MELLO, bem…, MICHEL BASTOS, apavorado e sem reserva.

Deixou ADRIANO, que entortou as defesas adversárias na Copa América e das Confederações.

Montou um time reclamão, imaturo e, estranhamente, violento, muito violento para os padrões do futebol arte, invenção nossa.

O destino foi traçado na convocação.

Um time sem banco.

Pouca criatividade.

Com uma tal melhor defesa do mundo que tomou gol até da Coreia do Norte.

Sem rancores… Passou. Não era para ser.

Mais uma vez, o Brasil perdeu para ele mesmo.

Nos eliminamos.

E chega de dunguismo!

Que no fim do jogo foi correndo para o vestiário, ao invés de buscar seus jogadores.

Que venha o maradonismo.

Que canta na chegada do estádio, beija todos os jogadores, brinca com eles.

Como disse meu amigo ROCA, enquanto FELIPE MELLO é o espelho de Dunga, MESSI é o de Maradona.

dunga