não tiveram escolha

não tiveram escolha

Marcelo Rubens Paiva

29 de novembro de 2011 | 22h52

Em Nova York, no primeiro semestre, todos me diziam: “Você precisa ver a peça WAR HORSE.”

De Michael Morpurgo.

Na bilheteria do teatro, me informaram com aquele ar blasé que fazem com um sucesso nas mãos:

“Ingressos só para daqui a três meses.”

Agora, descobri que ela estava em cartaz em Londres.

Fui tentar comprar o ingresso, e, ah-ha, esgotadíssimos.

Até ver pela TV o piegas trailer do filme WAR HORSE a ser lançado no dia do Natal; adaptação da peça.

De quem? Claro, de Spielberg.

Não sei por quê, mas perdi totalmente o interesse pela peça.

Mais ainda depois de cruzar com este monumento que homenageia os cavalos que participaram das guerras dos homens.

THEY HAD NO CHOICE, diz no canto do monumento.

Não tiveram escolha?

Claro que não.

Nem eles nem os moleques enviados ao front.

Como diz o funk de Edwin Starr [depois regravado por Bruce Springsteen]:

War! What is it good for?
Absolutely nothing

 

 

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