mulheres…

mulheres…

Marcelo Rubens Paiva

10 de março de 2011 | 17h52

Por que elas piram no Carnaval?

Em quase todos os blocos, elas formavam a maioria.

Ficam assanhadas. Se libertam.

Nos desfiles de escolas de samba, é o mesmo.

Se mostram, se soltam.

Parece que o Carnaval foi feito para elas.

E para nós admirarmos.

Nossas queridas devassas…

Que precisam pendurar as bolsas em algum lugar.

Quem sabe numa cadeira de rodas.

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Como eu queria ter ido neste encontro abaixo…

Minhas musas da adolescência.

Alcione, Rose de Primo, que conheci pessoalmente quando eu tinha 15 anos.

Faltaram aí Nicole Puzzi, Kátia D’Angelo, Nádia Lippi, Vera Guimenez, mulheres sem botox, silicone, aplique, bronzeamento artificial, lordose, que não faziam academia nem andavam empinadas.

Mulheres em estado bruto…

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Bets.

Quem vê a série MADMEN a conhece.

Ex-modelo sisuda e tímida, que se casa com o publicitário rico, talentoso e boniton.

A dona de casa “modelo”, 2 filhos [depois 3], que espera o marido com um copo de uísque e sempre arrumadinha.

Comida na mesa e filhos de banho tomado.

Romântica, ingênua.

Invejada por toda a vizinhança.

Lembra a geração da minha mãe.

De donas de casa, do lar, que não trabalhavam e precisavam estar sempre lindas.

Mas Bets se deprime sem saber por quê.

O tédio das mulheres dos anos 50-60.

Claro que o marido paga o psicanalista dela.

E ainda liga para ele para saber o que ela diz no divã.

Até ela descobrir que o marido, canastra que trabalhava no centro, traía a torto e direito [e esquerdo].

Bets é na verdade a personagem criada pela atriz January Jones.

Que imprime a mulher comportadinha e submissa na tela.

Mas na vida real…

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