Mitos e micos da apuração

Mitos e micos da apuração

Marcelo Rubens Paiva

28 de outubro de 2014 | 11h33

 

Micos e mitos fizeram a festa nas redes sociais, depois das eleições.

Alguns mitos a serem derrubados:

1. A eleição dividiu o País.

Deputado Coronel Telhada (PSDB) propôs separar o Estado que o elegeu, SP, do resto.

Uma das eleições mais disputadas das democracias modernas foi entre Kennedy x Nixon. O primeiro ganhou apertado em 1960.

A diferença foi de 112 mil votos.

Kennedy: 34.220.984      (49,7%)      Nixon: 34.108.157    (49,6%)

Kennedy perdeu na maioria dos estados (22 contra 26 do candidato republicano).

E governou como um dos presidentes mais populares da história americana.

Eleição apertada não é sinônimo de ingovernabilidade.

Dilma ganhou no Nordeste, mas também pelos votos que teve no Sul e Sudeste.

Como indicam mapas mais precisos.

 

 

 

 

2. DILMA não pode governar sozinha, achar que o voto popular é garantia de aprovação.

Dois presidentes que tentaram governar sozinhos se deram mal, Jânio Quadros e Collor.

Ambos achavam que o voto bastava.

Um renunciou e outro foi impeachado, apesar de renunciar.

Aliás, se ela sabe que é tempo de mudança, está esperando o que para mudar?

 

3. Boatos se tornam fato.

A brincadeira de que o deputado Jean Wyllys faria um projeto lei que proibiria o casamento evangélico, de um site de humor, foi levada a sério pelo Pastor Davi Morgato.

Foi obrigado a se retratar.

 

 

4. Alguns micões foram flagrados.

Rafal xingou o governo do PT, mas logo se interessou pelo “programa” Ciência Sem Fronteiras, do governo petista

 

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