Marchas pró e contra 64 esquentam debate

Marchas pró e contra 64 esquentam debate

Marcelo Rubens Paiva

07 de março de 2014 | 11h22

Marchas prometem esquentar comemorações ou lamentos dos 50 anos do Golpe de 64.

Um repeteco da Marcha da Família Com Deus continua sua luta incansável contra o comunismo e anuncia que terá seguranças.

A de agora percorrerá o mesmo caminho da de 19 março de 1964 (organizada pela Igreja, liderada pelo anticomunista radical e padre irlandês, Patrick Peyton, pelo deputado monarquista Cunha Bueno e pela mulher do governador de SP, Ademar de Barros).

Sai da Praça da República e vai até a Praça da Sé, pela Barão de Itapetininga.

Na sua página do Face, 2.788 confirmaram a presença até agora.

Para os organizadores, 2014 é o ano em que haverá um Golpe Comunista no Brasil.

Acreditam que “partidos de esquerda e comunistas querem a implantação impostora do Aborto, da eutanásia, das drogas”.

Defendem uma intervenção militar, o Ministério da Família, para “mostrar nossa rejeição a todos os comunistas e esquerdistas a todas as formas de leis que impõe uma ditadura homossexual em cima de nós”.

O problema que outra Marcha da Família foi marcada para sair no mesmo dia no Obelisco do Ibirapuera.

Afirmam que não é uma marcha concorrente, mas um “complemento”.

“O objetivo é reunir as pessoas que não possam por diversos motivos ir até a Pça da Republica com caminhada até a Pça da Sé.”

Esta tem 99 confirmados na página do Face.

 

Outro problema: o movimento Ação Antifascista promete ocupar a Praça da Sé no mesmo horário.

Conseguirá respeitar as diferenças ideológicas civilizadamente?

 

 

Já o movimento de protestos contra a ditadura sairá na data do Golpe em local a combinar.

Que bom que vivemos numa democracia, e ambos os grupos, pró e contra, podem se manifestar livremente.

 

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