Make America White Again

Make America White Again

Marcelo Rubens Paiva

09 de novembro de 2016 | 11h28

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Fizeram a America ser branca de novo.

O sonho acabou.

Sai a família mais cativante que já ocupou a Casa Branca, voltam os loiros ao poder.

Durou oito anos o sonho de uma América racialmente tolerante, que vislumbrava um mundo ideal de saúde para todos e respeito a todas as raças e religiões.

Voltou o que fez do país uma potência: um ultranacionalismo conservador aliado a barreiras sociais e fronteiriças.

Voltou a ignorância geopolítica.

Voltou o protecionismo.

A tensão entre pobres e imigrantes.

O americanos enlouqueceram?

Querem as fábricas exiladas pela globalização de volta.

Não as terão, porque o mercado apita mais.

O capitalismo é maior que os três poderes.

A surpresa foi que 30% de latinos votaram em Trump.

Latinos da Flórida votaram contra latinos da Califórnia.

Exilados cubano traíram seus vizinhos mexicanos.

Dá pra entender, afinal, foi do México que partiu o barco em que estavam Fidel e Guevara, para expulsar a elite cubana do poder.

Mas o que transparece é um sentimento nada solidário: latinos não aceitam mais estrangeiros entre eles.

30% de latinos querem barrar a entrada de muçulmanos e mais latinos.

Muitos não querem pagar pela saúde dos mais pobres.

Mulheres não necessariamente votam numa mulher.

O tabu de nunca haver uma mulher na presidência se mantem mais forte do de nunca haver um negro.

A Suprema Corte, o Senado e a Câmara ficam sob o domínio republicano.

Sai o suingue. Entra a hipocrisia.

Obama Care será a primeira ação a ser detonada.

O ridículo muro, que em parte já existe, vem depois?

Atuarão junto com os russos contra o ISIS?

Maconha para uso recreativo foi aprovada na maioria dos estados em que foi proposta, como na Califórnia, assim como controle maior de armas.

Mas, calma.

A presidência não manda tanto assim numa república federativa.

O novo congresso republicano não é 100% pro-Trump.

O pesadelo é grande.

Não virá uma Terceira Guerra Mundial.

E quer apostar que as indústrias continuarão na China e no México?