Mais consideração por Plutão

Mais consideração por Plutão

Marcelo Rubens Paiva

13 Julho 2015 | 11h11

 

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Daqui a algumas horas, a nave mais rápida já construída pelo homem passará a 58 mil km/h a míseros 7.800 milhas de Plutão (12.500 km).

Raspará pelo planeta que tem 5 luas já descobertas e mesmo assim foi rebaixado à categoria de planeta anão por astrônomos insensíveis e rigorosos, numa votação contestada.

A nave New Horizonts, do tamanho de um piano, levou 9 anos para chegar até lá.

Foi embalada por uma engenhosa rota que se utilizara da gravidade de planetas maiores, para acelerar.

O planeta descoberto em 1930 na verdade tem manchas vermelhas, descobriu a nave.

Manchas escuras e brilhantes estão lado a lado.

Na assembleia de agosto de 2006, meses depois da partida da nave, cientistas da International Astronomical Union em Praga votaram pelo rebaixamento do planeta vizinho ao cinturão de asteroides e pedregulhos e gelo, Kuiper Belt, que giram ao redor do Sistema Solar.

Tem até asteroide maior quer Plutão.

Segundo eles, para ser um planeta é preciso:

1. Ser redondo (ter gravidade)

2. Girar em torno do Sol

3. Não ter a rota modificada ou alterada se esbarrar ou passar perto de algo no seu caminho.

Plutão, 2/3 do tamanho da nossa Lua, perdeu no terceiro quesito.

E Netuno influencia a sua rota.

Acontece que, se colocarem a Terra na rota de Mercúrio, o pequeno planeta não passa.

E mesmo assim ele não foi rebaixado.

Se nos demos ao trabalho de ir até ele, numa viagem de US$ 400 milhões, não está na hora de recolocarmos no trono do nono planeta do Sistema Solar?