luto em luta

luto em luta

Marcelo Rubens Paiva

14 Setembro 2012 | 14h03

 

O documentário LUTO EM LUTA estreia dia 21 de setembro.

A ideia e a realização são do diretor Pedro Serrano, um dos fundadores do movimento “Viva Vitão”, que surgiu logo após o acidente que matou o amigo Vitor Gurman aos 24 anos, atropelado na Rua Natingui, na capital.

LUTA é seu primeiro longa-metragem.

O filme da Produtora Like Filmes expõe através de depoimentos de vítimas, familiares e imagens de acidentes, a tragédia diária do trânsito de São Paulo, que chega a matar todos os anos mais do que guerras e desastres naturais.

Serrano ouviu especialistas em trânsito, médicos, psicanalistas, jornalistas, juristas, políticos e cidadãos comuns.

Destacam-se Ricardo Young, Gilberto Dimenstein, Heródoto Barbeiro, Horácio Augusto Figueira, José Gregori, Floriano Pesaro e Rafael Baltresca, que perdeu a mãe e a irmã atropeladas e hoje segue na luta com o movimento “Não Foi Acidente”.

O documentário se divide em três partes:

Barbárie – Nesta parte inicial da obra temos um panorama da atual situação do trânsito na cidade de São Paulo. Violência e desordem são expostas pela ótica de pessoas ligadas direta e indiretamente ao caos do trânsito paulistano. São elas: engenheiros especializados em trânsito, médicos, policiais, jornalistas, políticos, líderes de direitos humanos e associações, promotores, juízes, psicanalistas, ciclistas, pedestres, cidadãos comuns.

Recortes do cotidiano complementam o material ao mostrar uma realidade cruel; blitz de trânsito, carros destruídos, acidentes, marcas deixadas nos locais e entrevista com sobreviventes que, diariamente, têm que aprendem a reviver e lidar com a dor e as sequelas de um acidente.

O Luto – Depoimentos de pessoas que perderam parentes, amigos e conhecidos em acidentes de trânsito narram a experiência. Histórias de dor e superação, de como vivenciaram o luto ou o transformaram em luta.

A Luta – Retrato de ONGs, Movimentos e Associações que tenham surgido em função de uma perda ou que, simplesmente, partiram de iniciativas de cidadãos que não esperaram o governo agir para tentar mudar esta situação de caos. É o caso dos movimentos “Viva Vitão” e “Não Foi Acidente”, que pleiteiam um trânsito menos violento.

A partir destes exemplos, formulou-se a teoria conclusiva do filme, de que a sociedade civil é, sim, capaz de mudar o cenário macro ambiental através de seus próprios atos e que sua voz tem um papel fundamental na pauta de ação das entidades governamentais.

Trailer oficial: http://www.youtube.com/watch?v=QqdZ4cOFNzU

 

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E hj é dia de: