Isolamento horizontal salva a economia

Isolamento horizontal salva a economia

Marcelo Rubens Paiva

06 de abril de 2020 | 13h20

Situações de crise precisam de raciocínios contrários.

A queda de mortes na Itália, Espanha, França, a estabilidade dos índices na Alemanha, seguindo a queda dos países asiáticos, é uma notícia a ser comemorada, com uma lição a ser captada.

Os países que implementaram isolamento horizontal poderão voltar as atividades econômicas antes dos que não implementaram.

Se China e Europa voltam à normalidade, o mundo ganha, especialmente exportadores de commodities, como o Brasil.

Portando, diferentemente do que defendem o presidente, alguns aliados, o Gabinete de Ódio e sua holding de fake news, cujos robôs espalham a epidemia do caos, lockout temporário é a saída para a estagnação econômica (o temor dos governantes).

Se este isolamento for entre dois e três meses, pode-se retomar antes do fim do ano a normalidade no Brasil.

Lembra um paradoxo estatístico, que alguns falam que é lenda.

Durante a Segunda Guerra, um departamento de estatística analisava os aviões que voltavam das batalhas.

Destacavam as áreas com mais marcas de balas, onde a estrutura deveria ser reforçada (as marcas em vermelho dos desenhos).

Porém, o matemático Abraham Wald, austríaco que fugiu da ocupação nazista, destacou que, o contrário, não deveriam reforçar as áreas mais atingidas, mas sim as sem marca nenhuma, como os motores, por exemplo, pois os aviões que receberam tiros nas áreas destacadas voaram de volta, os que foram atingidos nas áreas sem marcas não voltaram.

Ninguém analisara as marcas de balas nos aviões que não voltaram.

O que prova que, por vezes, a resposta mais importante está na informação que falta.

Thinking outside of the box - Abraham Wald's Memo - DNV GL - Software

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