Herr direktor

Herr direktor

Marcelo Rubens Paiva

04 de fevereiro de 2009 | 17h54

Já fiz de tudo um pouco.

Meu primeiro emprego: varria quintais no Rio de Janeiro, aos 11 anos.

Dei aulas particulares de Física em Campinas, quando estudava na Unicamp. Fiz espionagem industrial para um tio empresário do porto de Santos. Toquei em festivais e bares para ganhar um trocado.

Depois de mudar de vida e fazer Comunicações na USP, virei um pretensioso menino crítico literário da VEJA, apresentador e diretor de TV.

Escrevi em revistas e jornais- colunas, matérias, críticas até editoriais. Escrevi romances, contos, peças de teatro, roteiros de cinema e tevê.

Agora, me meto num ramo viciante. Resolvi mandar. Virei diretor de teatro.

Começou no ano passado, casualmente. Os Parlapatões me pediram um texto de um minuto, para uma mostra com 50 autores. Enviei e pedi para dirigi-lo. Os malucos sugeriram então que eu dirigisse vários. Foram oito textos. De autores diversos. Rolou.

Começou o ano, e adivinha o que vem por aí? Dirigo com a Fernanda D’Umbra uma peça minha, A NOITE MAIS FRIA DO ANO. Ensaiamos todos os dias na Funarte ou Espaço Rio Verde, novo canto cultural e charmoso da Vila Madalena.

Estreamos em Palmas (TO), sábado, dia 14/02. Pois o patrocinador é de lá- uma holding que gera, distribui, comercializa energia e dá grana para projetos culturais. Depois, faremos temporada no SESC Paulista. Olha o elenco.

MARIO BORTOLOTTO, PAULA COHEN, HUGO POSSOLO E ALEX GRULLI

Todos amigos, parceiros, criadores, diretores, produtores e colegas de bar. ISSO NÃO É UM TRABALHO, É UM PRÊMIO.

Foto: Rui Mendes

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.