Governo perde tempo com besteira

Governo perde tempo com besteira

Marcelo Rubens Paiva

13 de agosto de 2019 | 10h38

Não ria: o Movimento Ex-Gays Brasil (MEGB) existe e foi recebido oficialmente pelo governo brasileiro.

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Se poucos os levam a sério, o Executivo, não. Foi recebido semana passada por Damares Alves, ministra do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Que é (ou deveria ser) responsável pela promoção dos direitos humanos, combate à violência contra mulheres, tortura e trabalho escravo, ações de fomento ao desenvolvimento de quilombos, na melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência e contra violência infantil.

Não tinha nada mais relevante na agenda?

Idealizado por Miriam Fróes, que estudou pós-graduação em terapia sistêmica de casal e família no Instituto Bauruense de Psicodrama, e Saulo Navarro, que se intitula “ativista ex-homossexual”, defensores da cura gay, o movimento solicitou apoio e reconhecimento ao direito de liberdade de expressão religiosa pela classe que se intitula “Minoria das Minorias”.

“Desejamos a livre escolha de não mais vivenciar a homossexualidade, e isso não nos torna homofóbicos, pois respeitamos toda forma de pensar e viver, bem como, desejamos ser respeitados.”

Mas é obrigatório “homossexualizarem-se”? Héteros são desrespeitados?

Entre eles, estavam as psicólogas envangélicas Rosangela Justino e Deuza Avellar, proibidas pelo Conselho Federal de Psicologia de continuar seus tratamentos de cura-gay.

Aliás, Navarro, o ex-homossexual, acusa “a mídia e outros órgãos, como o Conselho Federal de Psicologia” de, através de propaganda gay, “influenciar toda uma geração ensinando o homossexualismo” (em entrevista ao GospelPrime).

No programa do MEGB:

“Nossa caminhada se dá desde 1996 ajudando pessoas convertidas ao Evangelho de Cristo, que por convicção espiritual nesse processo não mais desejam caminhar na homossexualidade. Não somos homofóbicos, pois um dia estivemos nesse caminho, respeitamos e amamos a todos, porém lutamos pelo direito de liberdade de expressão religiosa de não mais vivenciar a homossexualidade como um estilo de vida. Nos consideramos uma minoria das minorias, a qual mesmo assim, existimos sendo pessoas que sabem fazer suas escolhas, assim como qualquer outra comunidade o faz. Desejamos respeito em nossas decisões e direito de deixar e permanecer.”

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) está estruturado em oito unidades: Secretaria Nacional de Proteção Global, dos Direitos da Pessoa com Deficiência, de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, dos Direitos da Criança e do Adolescente, de Políticas para Mulheres (SNPM), Secretaria Nacional da Juventude e Secretaria Nacional da Família.

Ainda assim, recebe o movimento que difunde testemunhos de “ex-gays”, postados no Youtube, como o de um pastor:

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